sexta-feira, 8 de abril de 2016

Conto: Guarda-Chuva





As risadas estavam altas, que abafavam o som da chuva insistente só não de um coração medroso que insistia nas batidas frenéticas sempre que o via sorrir. 

O relógio marcava 00:00 quando eles resolveram sair o tempo não havia dado trégua, a chuva estava cada vez mais forte, as casas estavam todas iluminadas a única com as luzes apagadas eram a nossa, enquanto Maria esperava seu namorado José abrir o portão Angélica esperava para abrir o seu guarda-chuva e correr para o carro deles, mas as coisas não aconteceram assim.

— Espere um minutinho que vou falar com José e já volto aqui.

Maria então pegou da mão de Angélica seu guarda-chuva e foi até José que já estava em seu carro, ali ela cochichou em seu ouvido e então soltou uma gargalhada e logo veio em nossa direção.

— Angel você vai com meu filho que eu e José queremos ficar mais um tempo junto.

Com um sorriso malicioso Maria se afastou dos jovens e foi na direção do carro, entrou fechou a porta e então acenou para que eles apurassem e entrassem no seu carro.

O coração aflito e medroso da garota parecia saltar pelo peito e não só porque ela sabia que eles iam ficar sozinhos, mas porque ela também tinha medo dele, medo da forma como Henrique olhava para ela, medo de como o som das palavras pronunciadas por ele lhe dava arrepios, porém seu medo maior era da forma como estava gostando dele. Ela sabia que ele tinha um coração de pedra, que gostava de brincar com as garotas, sempre o via trocar de garotas como ele trocava de blusa, elas eram como peças de seus motores não tendo utilidades ele descartava e punha outro no seu lugar.

— Você vai ficar quanto tempo ai com essa cara de boba. 

Com um sorriso mais malicioso que aquele que sua mãe havia lançado a eles Henrique então pegou as mãos de Angélica e a levou para seu carro. Sem saber como respirar direito ela ficou ali olhando para suas mãos, estava com medo de fechar a porta e levar um xingão por isso.

— Henry - ela chamou ( Henry era a maneira que ela chamava Henrique desde que eles se conheceram).
— Já sei, pode deixar que eu fecho a porta para você pequena e anjo bobo.
— Ei, eu não sou boba nem anjo só pequena mesmo.

Ele riu como sempre ria quando estava com ela, então inclinou-se na sua direção puxando a porta e a fechou, mas em vez de voltar para seu banco ele ficou ali inclinado sobre ela, a ponta dos seus narizes rosando um no outro, então ele pegou seu queijo ergueu levemente até que seus lábios se encontraram e então ele a beijou e não foi qualquer beijo, suas bocas tremiam com êxtase a cada encontro de suas línguas deixando-os ofegantes, mas então ela parou balançou a cabeça e o afastou.

— Ahhnnnnnn… Nós não devíamos fazer isso.
— Porque não Angel, se eu gosto de você e você gosta de mim?
— Você não gosta de ninguém Henry.
— É ai que você se engana, eu sempre gostei de você só que você nunca me deu uma chance pra provar que eu sempre quis ser o seu guarda-chuva.

Ela então deixou-o surpreso quando ela passou para seu banco sentou nas suas pernas e então continuou o beijo que havia interrompido, para ela aquelas poucas palavras disseram tudo o que ela sempre quis escutar, ele seria seu guarda-chuva, seu amigo e amante.

P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.