terça-feira, 15 de março de 2016

Conto: A Garota do Penhasco



Os primeiros raios de sol tocaram as folhas sonolentas da sequoia amiga, do salgueiro rabugento e do doce carvalho concedendo primórdio para todos os seres da colina. Enquanto eles despertavam os coelhos corriam alegres pelos arbustos acordando os falcões que dormiam nos galhos acima, os demais continuavam a dormir.

Os três falcões mais fortes do bando abriram seus olhos e esticaram suas enormes asas e foram de encontro as nuvens que flutuavam ao lado do grande penhasco. Ao levantar voo os falcões tocaram de leve algumas folhas que seguiram calmamente seu caminho até o chão. 

A garota que ali vivia já estava desperta e corria com o vento acompanhando o movimentos dos capins, como uma bailarina acompanha os passos de música, o vento brincava com os seus cabelos fazendo a rir e atraindo os animais para aquele sorriso doce.

A poucos metros dali debaixo do enorme carvalho, um grande lobo preto descansava ao lado de um garoto robusto de longos cabelos, que como os animais daquela florestas também haviam se atraído pela doce risada da garota. 

Fazendo um sinal com os dedos para o lobo o seguir, calmamente tomando cuidado com cada passo para não chamar atenção de nenhum animal ou humanos que poderiam estar vivendo por ali lobo e garoto aproximaram mais do penhasco e ali se depararam com a imagem de um anjo que brincava sem saber com Njörd. Ele ficou ali abobado com aquela imagem e só desviou seus olhos quando o deus deixou a garota e foi na sua direção. Ali ele conto sobre a encantadora garota que vivia sozinha naquele penhasco, Njörd também disse que ela estava ali pelo destino não dando lhe mais detalhes, pois ele saberia da verdade quando seus olhos se encontrassem com os dela, o que a princípio pensou que era mais um dos desvaneio do deus dos ventos.

A garota e o garoto, não haviam dito seus nomes, pois eles sabiam da força que ambos tinham, eles só o disseram quando a hora chegou e a hora para o véu que encobria todo penhasco caísse. 

Era a hora dos seus destinos tomarem forma e então a garota seu falcão, o garoto seu lobo partiram rumo ao desconhecido.

***

Enquanto isso na aldeia…

Ninguém ali sabia o porque Amonati havia fugido para as colinas, todos da aldeia ficaram melancólicos com a sua partida, até então suas lágrimas continuavam a cair sobre o solo agora vazio, inospitaleiro. Porém todos ali sabiam que nunca poderiam prender o espírito da garota e por isso ninguém ousou a trazer de volta.

Em Asgard …

Todos estavam a procura de Njörd e a caça de Fenrir. Os deuses de Asgard mandaram expedições de guerreiros pelos mares e florestas a procura do deus Njörd, pois só ele poderia ajudar a descobrir o paradeiro de Fenrir. O pressagiado da morte do deus Odin estava próximo, e eles não deviam ter perdido a localização de Fenrir, não neste momento, não agora.

O motivo de Fenrir...

Não era medo de enfrentar seu destino que o havia tirado de Asgard, era algo que não conseguia encontrar formas para explicar, estava no seu sangue no seu peito acompanhando cada batida do seu coração, ele precisava sair dali o mais rápido possível e descobrir a causa daquele vazio.

O motivo de Amonati…

Abandonar a tribo e viver sozinha na temível colina em parte era por curiosidade, por outro para provar que ela era valente, destemível, mas não eram ainda o motivo principal, havia uma voz que a anos a chamava e a cada tempo perdido essa voz ficava mais triste e a dor no peito de Amonati só aumentava e quando ela já não podia mais sufocar essa voz ela fugiu, correu sem olhar para trás. Não se despediu de ninguém, não pegou nada, apenas correu, correu, correu até encontrar seu destino. E hoje ela sabia o porque daquela chamado, hoje ela compreendeu com todo o seu ser que seu lugar sempre foi ali. Ela nunca esteve sozinha, as plantas, os animais e agora ele completavam quem ela foi, quem ela era e quem ela seria.



Pequeno Glossário

Sequoia: Conífera que atinge 140 m de altura e pode viver mais de 2.000 anos: na Califórnia encontram-se sequoias majestosas.

Carvalho: Árvore de folhas lobuladas, da família das fagáceas, que atinge 20 a 40 m de altura e cuja madeira é muito usada em construções e marcenaria. Madeira dessa árvore: aparador de carvalho.

Salgueiro: Nome de um grande grupo de árvores e arbustos graciosos que em geral têm galhos delgados e folhas estreitas. Existem cerca de 300 espécies de salgueiros, das quais 100 são nativas da América do Norte. O menor salgueiro do mundo é um arbusto minúsculo de 2,5cm de altura que cresce nas regiões árticas e acima da linha das florestas, nas montanhas altas. O maior deles ultrapassa 37m de altura.

Amonati: “Além,distante” O nome tem origem indígena; é tupi-guarani. Disse dos pontos positivos do nome são: Líder, pioneiro, corajoso e independente e os pontos negativos: Agressivo, egoísta, egocêntrico, inflexível e individualista.

Njord: Na mitologia nórdica, o deus vanir dos Mares, dos ventos e da fertilidade, contraposto a dos Aesir, dos quais Odin era o líder. Njord era o Pai de Freya, a deusa do amor, e de Freyr, deus da fertilidade, e casado com Skade .
É o protetor dos pescadores e dos caçadores que, em sua honra, construíam pequenos altares nas falésias e nas florestas, onde depositavam parte do que conseguiam pescar ou caçar. Era visto como um deus pacífico.

Fenrir: Na mitologia nórdica, Fenrir (em nórdico antigo: "morador do poço"), Fenrisulfr (em nórdico antigo: "lobo Fenris"), Hróðvitnir (em nórdico antigo: "lobo da fama"), ou Vánagandr (em nórdico antigo: "o monstro do rio Ván") é um lobo monstruoso. Fenrir é atestada naEdda em verso, compilada no século XIII a partir de fontes tradicionais anteriores, e a Edda em prosa e na Heimskringla, escritas no século XIII por Snorri Sturluson. Em ambas a Edda em verso e a Edda em prosa, Fenrir é o pai do lobos Skoll e Hati, é um filho de Loki, e é pressagiado para matar o deus Odin durante os eventos de Ragnarök, mas por sua vez, ser morto pelo filho de Odin Víðarr.

Asgard: (em nórdico antigo: Ásgarðr) é o reino dos deuses, os Æsir, na mitologia nórdica, mundo separado do reino dos mortais, Midgard. Asgard era, originalmente, conhecido como Godheim (o repouso dos deuses), pois os primeiros investigadores da mitologia confundiram o nome do mundo dos deuses com o seu castelo mais importante e, neste caso, Godheim se tornou Asgard em muitas fontes históricas.



P.S: Esse texto foi criado para a participação de um concurso literário, porém temi enviá-lo por pensar que não estava bom que não fluiu como eu desejei e então resolvi postar ele aqui. (caso contrário eu mude de ideia e queira usa-lo, ele já vai estar registrado aqui.


P.S.s: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

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