sexta-feira, 8 de abril de 2016

Conto: Guarda-Chuva





As risadas estavam altas, que abafavam o som da chuva insistente só não de um coração medroso que insistia nas batidas frenéticas sempre que o via sorrir. 

O relógio marcava 00:00 quando eles resolveram sair o tempo não havia dado trégua, a chuva estava cada vez mais forte, as casas estavam todas iluminadas a única com as luzes apagadas eram a nossa, enquanto Maria esperava seu namorado José abrir o portão Angélica esperava para abrir o seu guarda-chuva e correr para o carro deles, mas as coisas não aconteceram assim.

— Espere um minutinho que vou falar com José e já volto aqui.

Maria então pegou da mão de Angélica seu guarda-chuva e foi até José que já estava em seu carro, ali ela cochichou em seu ouvido e então soltou uma gargalhada e logo veio em nossa direção.

— Angel você vai com meu filho que eu e José queremos ficar mais um tempo junto.

Com um sorriso malicioso Maria se afastou dos jovens e foi na direção do carro, entrou fechou a porta e então acenou para que eles apurassem e entrassem no seu carro.

O coração aflito e medroso da garota parecia saltar pelo peito e não só porque ela sabia que eles iam ficar sozinhos, mas porque ela também tinha medo dele, medo da forma como Henrique olhava para ela, medo de como o som das palavras pronunciadas por ele lhe dava arrepios, porém seu medo maior era da forma como estava gostando dele. Ela sabia que ele tinha um coração de pedra, que gostava de brincar com as garotas, sempre o via trocar de garotas como ele trocava de blusa, elas eram como peças de seus motores não tendo utilidades ele descartava e punha outro no seu lugar.

— Você vai ficar quanto tempo ai com essa cara de boba. 

Com um sorriso mais malicioso que aquele que sua mãe havia lançado a eles Henrique então pegou as mãos de Angélica e a levou para seu carro. Sem saber como respirar direito ela ficou ali olhando para suas mãos, estava com medo de fechar a porta e levar um xingão por isso.

— Henry - ela chamou ( Henry era a maneira que ela chamava Henrique desde que eles se conheceram).
— Já sei, pode deixar que eu fecho a porta para você pequena e anjo bobo.
— Ei, eu não sou boba nem anjo só pequena mesmo.

Ele riu como sempre ria quando estava com ela, então inclinou-se na sua direção puxando a porta e a fechou, mas em vez de voltar para seu banco ele ficou ali inclinado sobre ela, a ponta dos seus narizes rosando um no outro, então ele pegou seu queijo ergueu levemente até que seus lábios se encontraram e então ele a beijou e não foi qualquer beijo, suas bocas tremiam com êxtase a cada encontro de suas línguas deixando-os ofegantes, mas então ela parou balançou a cabeça e o afastou.

— Ahhnnnnnn… Nós não devíamos fazer isso.
— Porque não Angel, se eu gosto de você e você gosta de mim?
— Você não gosta de ninguém Henry.
— É ai que você se engana, eu sempre gostei de você só que você nunca me deu uma chance pra provar que eu sempre quis ser o seu guarda-chuva.

Ela então deixou-o surpreso quando ela passou para seu banco sentou nas suas pernas e então continuou o beijo que havia interrompido, para ela aquelas poucas palavras disseram tudo o que ela sempre quis escutar, ele seria seu guarda-chuva, seu amigo e amante.

P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

terça-feira, 15 de março de 2016

Conto: A Garota do Penhasco



Os primeiros raios de sol tocaram as folhas sonolentas da sequoia amiga, do salgueiro rabugento e do doce carvalho concedendo primórdio para todos os seres da colina. Enquanto eles despertavam os coelhos corriam alegres pelos arbustos acordando os falcões que dormiam nos galhos acima, os demais continuavam a dormir.

Os três falcões mais fortes do bando abriram seus olhos e esticaram suas enormes asas e foram de encontro as nuvens que flutuavam ao lado do grande penhasco. Ao levantar voo os falcões tocaram de leve algumas folhas que seguiram calmamente seu caminho até o chão. 

A garota que ali vivia já estava desperta e corria com o vento acompanhando o movimentos dos capins, como uma bailarina acompanha os passos de música, o vento brincava com os seus cabelos fazendo a rir e atraindo os animais para aquele sorriso doce.

A poucos metros dali debaixo do enorme carvalho, um grande lobo preto descansava ao lado de um garoto robusto de longos cabelos, que como os animais daquela florestas também haviam se atraído pela doce risada da garota. 

Fazendo um sinal com os dedos para o lobo o seguir, calmamente tomando cuidado com cada passo para não chamar atenção de nenhum animal ou humanos que poderiam estar vivendo por ali lobo e garoto aproximaram mais do penhasco e ali se depararam com a imagem de um anjo que brincava sem saber com Njörd. Ele ficou ali abobado com aquela imagem e só desviou seus olhos quando o deus deixou a garota e foi na sua direção. Ali ele conto sobre a encantadora garota que vivia sozinha naquele penhasco, Njörd também disse que ela estava ali pelo destino não dando lhe mais detalhes, pois ele saberia da verdade quando seus olhos se encontrassem com os dela, o que a princípio pensou que era mais um dos desvaneio do deus dos ventos.

A garota e o garoto, não haviam dito seus nomes, pois eles sabiam da força que ambos tinham, eles só o disseram quando a hora chegou e a hora para o véu que encobria todo penhasco caísse. 

Era a hora dos seus destinos tomarem forma e então a garota seu falcão, o garoto seu lobo partiram rumo ao desconhecido.

***

Enquanto isso na aldeia…

Ninguém ali sabia o porque Amonati havia fugido para as colinas, todos da aldeia ficaram melancólicos com a sua partida, até então suas lágrimas continuavam a cair sobre o solo agora vazio, inospitaleiro. Porém todos ali sabiam que nunca poderiam prender o espírito da garota e por isso ninguém ousou a trazer de volta.

Em Asgard …

Todos estavam a procura de Njörd e a caça de Fenrir. Os deuses de Asgard mandaram expedições de guerreiros pelos mares e florestas a procura do deus Njörd, pois só ele poderia ajudar a descobrir o paradeiro de Fenrir. O pressagiado da morte do deus Odin estava próximo, e eles não deviam ter perdido a localização de Fenrir, não neste momento, não agora.

O motivo de Fenrir...

Não era medo de enfrentar seu destino que o havia tirado de Asgard, era algo que não conseguia encontrar formas para explicar, estava no seu sangue no seu peito acompanhando cada batida do seu coração, ele precisava sair dali o mais rápido possível e descobrir a causa daquele vazio.

O motivo de Amonati…

Abandonar a tribo e viver sozinha na temível colina em parte era por curiosidade, por outro para provar que ela era valente, destemível, mas não eram ainda o motivo principal, havia uma voz que a anos a chamava e a cada tempo perdido essa voz ficava mais triste e a dor no peito de Amonati só aumentava e quando ela já não podia mais sufocar essa voz ela fugiu, correu sem olhar para trás. Não se despediu de ninguém, não pegou nada, apenas correu, correu, correu até encontrar seu destino. E hoje ela sabia o porque daquela chamado, hoje ela compreendeu com todo o seu ser que seu lugar sempre foi ali. Ela nunca esteve sozinha, as plantas, os animais e agora ele completavam quem ela foi, quem ela era e quem ela seria.



Pequeno Glossário

Sequoia: Conífera que atinge 140 m de altura e pode viver mais de 2.000 anos: na Califórnia encontram-se sequoias majestosas.

Carvalho: Árvore de folhas lobuladas, da família das fagáceas, que atinge 20 a 40 m de altura e cuja madeira é muito usada em construções e marcenaria. Madeira dessa árvore: aparador de carvalho.

Salgueiro: Nome de um grande grupo de árvores e arbustos graciosos que em geral têm galhos delgados e folhas estreitas. Existem cerca de 300 espécies de salgueiros, das quais 100 são nativas da América do Norte. O menor salgueiro do mundo é um arbusto minúsculo de 2,5cm de altura que cresce nas regiões árticas e acima da linha das florestas, nas montanhas altas. O maior deles ultrapassa 37m de altura.

Amonati: “Além,distante” O nome tem origem indígena; é tupi-guarani. Disse dos pontos positivos do nome são: Líder, pioneiro, corajoso e independente e os pontos negativos: Agressivo, egoísta, egocêntrico, inflexível e individualista.

Njord: Na mitologia nórdica, o deus vanir dos Mares, dos ventos e da fertilidade, contraposto a dos Aesir, dos quais Odin era o líder. Njord era o Pai de Freya, a deusa do amor, e de Freyr, deus da fertilidade, e casado com Skade .
É o protetor dos pescadores e dos caçadores que, em sua honra, construíam pequenos altares nas falésias e nas florestas, onde depositavam parte do que conseguiam pescar ou caçar. Era visto como um deus pacífico.

Fenrir: Na mitologia nórdica, Fenrir (em nórdico antigo: "morador do poço"), Fenrisulfr (em nórdico antigo: "lobo Fenris"), Hróðvitnir (em nórdico antigo: "lobo da fama"), ou Vánagandr (em nórdico antigo: "o monstro do rio Ván") é um lobo monstruoso. Fenrir é atestada naEdda em verso, compilada no século XIII a partir de fontes tradicionais anteriores, e a Edda em prosa e na Heimskringla, escritas no século XIII por Snorri Sturluson. Em ambas a Edda em verso e a Edda em prosa, Fenrir é o pai do lobos Skoll e Hati, é um filho de Loki, e é pressagiado para matar o deus Odin durante os eventos de Ragnarök, mas por sua vez, ser morto pelo filho de Odin Víðarr.

Asgard: (em nórdico antigo: Ásgarðr) é o reino dos deuses, os Æsir, na mitologia nórdica, mundo separado do reino dos mortais, Midgard. Asgard era, originalmente, conhecido como Godheim (o repouso dos deuses), pois os primeiros investigadores da mitologia confundiram o nome do mundo dos deuses com o seu castelo mais importante e, neste caso, Godheim se tornou Asgard em muitas fontes históricas.



P.S: Esse texto foi criado para a participação de um concurso literário, porém temi enviá-lo por pensar que não estava bom que não fluiu como eu desejei e então resolvi postar ele aqui. (caso contrário eu mude de ideia e queira usa-lo, ele já vai estar registrado aqui.


P.S.s: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

segunda-feira, 14 de março de 2016

A rotina entre eu e você.



Era mais um dia comum, era mais uma rotina a ser cumprida, casa, trabalho, faculdade e então tudo se repetindo. E foi então que você apareceu me deixando confusa e com um desejo de querer mudar minha rotina e não ser mais a garota solitária que havia me transformado, você me fez desejar intensamente o que não podia ter me deixando com aquele gostinho amargo no céu da boca. 

E assim foi, as horas, os minutos e os segundos desde então.

As horas passam e o desejo em te ver, falar com você me carrega para um novo sonho. 'Você vai passear por eles?' E não é que eu tenho sonhado com você, sonhos em que não reprimo meus sentimentos por você, sonhos estes me fazem acordar seja na manhã mais quente ou fria com aquele sorriso que vai de orelha a orelha.

E então eu acordei.

Despertei, torci os lábios desejando continuar na cama espichei os braços, acordava todas as manhãs  aos sonhos de passarinhos e uma coruja insistente que agora me deixavam aborrecida com seu canto, 'Desliguei o despertador' pulei da cama tomei um banho quentinho coloquei a roupa do trabalho e dei início ao meu dia à minha rotina.

Sem novidades a não ser que hoje foi um daqueles dias em que não sobra tempo para respirar, pois o trabalho do final de semana estava na mesa e precisava por em dia a papelada até o final do expediente para então dar continuidade a segunda etapa do dia, banho, lanche e uma pequena corrida para pegar o ônibus que me levaria para faculdade me restando a madrugada em que voltaria a correr pegar o ônibus e retornar para casa. e por fim desceria do ônibus contando os passos que faltavam para alcançar minha casa e minhas cobertas quentinhas.

***

Eu não sei como esta sendo sua rotina, os seus dias. 'Você pode me contar?' Não temos mais aquele tempo nem conseguimos nos encontrar mais para contarmos sobre nosso dia, para conhecermos melhor a nós, para descobrirmos coisas novas um dos outros. 'Com isso eu posso acreditar que a sua rotina está tão pesada como a minha, ou você não deseja mais me conhecer?'

Essas são conversas que faço comigo mesma a procura de uma resposta do porque nos afastamos e deixamos estudos e trabalho nos separar, porque aceitamos que ficar sozinho é melhor do que estar junto.

Afinal no que nos transformamos?


P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.


sábado, 5 de março de 2016

Crônica - DIA 3 {Primeiros Passos}



Primeiros Passos


A garota que só olhava para o chão agora anda de cabeça erguida, sem passos curtos, pois ela tem pressa, ela precisa correr.

Essa pequena menininha nova dentro dela, já não pede mais nada agora, ela sabe que apesar dos dias nublados a garota agora é capaz de seguir em frente e nem mesmo os dias nublados a impediram de enxergar os raios de sol. 

Ela não esta mais parada agora ela corre o mais rápido que pode, pois sabe que eles 'os raios de sóis' são seu passaporte para a liberdade e ela precisa ser livre.

Após uma semana...

A pequena menina  hoje despertou com os olhos inchados. Ela não teve culpa, quem chorava era a garota. A mesma garota que prometeu seguir os raios de sóis, passou a noite atrás de nuvens escuras e pesadas. 
Chutando cobertas, revirando de um lado para o outro, entre resmungos e soluções a garota caía em lágrimas.

Hoje para a garota havia sido um dia daqueles em que desejamos o vento acalentador e deu-se de cara com um vento gelado e inóspito. Hoje pra ela foi um dia em que seus sorrisos foram impostos contra sua vontade, sorrisos feitos para esconder as lágrimas da noite passada.

Gestos automáticos,
Sorrisos falsos,
Pensamentos sombrios e nada ... nada mais.

Após um mês...

Definitivamente a lua é o regente da garota, não se precisa discutir, todos a sua volta enxergam suas fazes, seus altos e baixos.

Depois de todo esse tempo, percebe-se que a garota esta mais forte e determinada ela agora sabe que sua vida não são apenas flores, ela precisa enfrentar os dias frios e quentes.

Um novo dia...

A garota agora sabe o que é capaz. Ela é uma garota de fases, uma menina temperamental correndo na direção da tempestade.


P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Crônica - DIA 2 {Eu continuo caminhando}


Eu continuo caminhando


Hoje eu não conto mais as horas, eu paro no tempo...

Quando lembro das minhas cicatrizes penso na garota boba e sonhadora que fui, então quando encaixo as peças do meu quebra-cabeças eu descubro que não fui boba e sim sincera com meus sentimentos, eu fiz o que meu coração e todo meu ser pediu e se isso foi ser frágil, ingenua eu fui e não me arrependo, eu amei.

Ahhhh e eu sonhei com algo bom, não só pra mim, mas para nós. Sonhei fiz planos e corri pelo que desejava, pelo que queria pra nós, mas hoje vejo que fiz tudo sozinha que lutei sozinha, que quem desejava e fazia de tudo por um nós que não existe mais fui eu. E sabe o que mais temo é não ter mais esse nós e acabar ficando sempre só.

E eu penso no tempo passado...

A garota que eu fui a tempos atrás existe com seus calos, cicatrizes e suas marcas das lágrimas secas que hoje só caem em dias chuvosos ela está ai, porém mais forte  e determinada a não ser mais aquela garota do passado e sim uma nova garota começando tudo do zero, mas de alma lavada.

Apesar do medo abro novamente meus olhos e continuo caminhando. O que me resta são estes passos e eu não desistirei deles, já desisti de tudo ao chegar aqui, mas meus passos são só meus e ninguém tomara eles, ninguém ira me impedira de seguir em frente


E só o tempo vai curar aquelas feridas...





P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeito os direitos autorais dela.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

O Garoto da Biblioteca





Foi um dia ensolarado não haviam nuvens no céu, desde que despertei o sol me desejava bom dia sorridente enquanto eu o olhava com cara de emburrada, sabia que aquele dia seria difícil. Não gosto de dias quentes, gosto dos dias frios, é neles que me sinto confortável, dias estes que conto meus passos e até agradeço pelo bom dia que o sol me deseja, agora esses dias quentes me deixam desconfortável e no final do dia o que resta não são sorrisos e sim uma garota sofrendo com mais uma das enxaquecas que gostam de aparecer nesses dias, porém este dia foi diferente por causa dele o final foi modificado.

–Em que posso lhe ajudar.
– Bom vamos ver, Brisa é esse seu nome? Ele falou apontando para meu crachá.
– Sim, me chamo Brisa.
– Que nem a brisa do mar, vento leve, fresco, considerado como agradável.
– Já me acostumei quando fazem brincadeiras ou me relacionam com algo apenas agradável, mas eu posso ser mais que um vento leve. _ Não sei porque ouvir dele o que os outros sempre me chamaram me irritou tanto, mas eu continuei. 
– Desculpe ser groseira, mas já sendo você não deve fazer brincadeira com o nome das pessoas, você não sabe, mas nomes carregam um grande história e significação por trás deles, eu não sou apenas um brisa agradável ou um vento leve eu sou, eu sou forte e posso ser um furacão.
– Eu sabia que por trás daquela calmaria havia uma tormenta.
– Do que você esta falando?
– Me chamo Ari, e faz um tempo que venho te observando. Você nunca se aproxima das mesas, só vem caso precisam de ajuda e mesmo assim você sempre faz uma carinha de desgosto quando teu chefe te manda atender os leitores, você nunca sorri a não ser quando esta entretida com alguma história é ai que você fica mais linda quando você sorri.
– Quem é você, um stalker, um tarado?
– Eu já disse me chamo Ari e tenho te observado a um bom tempo e não só aqui, na faculdade também, você parece um bichinho assustado, por isso queria te provocar pra saber o que havia por baixo daquela calmaria.
– Se você não precisa de minha ajuda eu vou voltar para minha velha e costumeira calmaria. Dei-lhe as costas sem olhar para traz e voltei para minha rotina.


Rotina...

Pensei que não o veria mais, para meu azar depois do nosso pequeno conflito na biblioteca comecei a enxerga-lo, na faculdade, na esquina, até no mercadinho perto de minha casa. De início pensei que ele era um maluco, um tarado, mas com o passar do tempo comecei a observa-lo e vi que ele diferente de mim era uma pessoa animada e rodeada de amigos. Ele era meu colega em duas matérias na faculdade, mas eu não havia notado, como não noto a maioria nos meus colegas. Você deve estar se perguntando que tipo de garota sou eu? Bom eu sou aquela garota que prefere ficar sozinha, que gosta mais da companhia de um livro do que de alguém de carne e osso, sou esclusa da sociedade, trabalho e volto para casa apenas para me trocar comer algo e volto para faculdade, depois volto para casa e minha rotina se repete. Ai você se pergunta o porque de me esconder, porque ficar sozinha e não querer fazer amigos, e ai eu lhe conto caro leitor que essa 'eu' de agora é o resultado da 'eu' do passado, este repleto de lembranças tristes e decepções, e esse é o motivo de querer ficar sozinha de não querer cultivar amizades por medo de ser traída e magoada de novo, essa é a 'eu' que tem medo de se apaixonar e ser jogada fora. E é por esse motivo, que não deixarei Ari se aproximar de mim, pois quanto mais o observo mais o quero e quanto mais o quero mais eu tenho medo.


Depois de algumas semanas...

Semana após semana, Ari aparecia na biblioteca fazia suas pesquisas e no final me chamava para ajuda-lo a escolher um livro para lê-lo. Ari me deixou instigada em querer saber quem ele era, de quem eu era.

Então num dia ensolarado, tão quente que parecia um deserto Ari estava lá no seu lugar de sempre, sentado estudando e me observando, como sempre fazia, e como sempre eu desejava ter coragem de chegar conversar, queria saber mais dele,precisava perguntar o que o deixava curioso a meu respeito, mas não sabia como, então foi quando as circunstancias ficaram a meu favor.

Estava organizando o catálogo dos novos livros quando minha chefe me chamou pedindo que auxilia-se na pesquisa de um dos alunos, para minha surpresa o aluno era Ari. Ele sempre pedia que recomendasse livro, mas nunca pediu ajuda para seus trabalhos. Enxuguei as mãos que estavam úmidas peguei o papel com a lista de livros para sua pesquisa e segui para as prateleiras a sua procura. Quando estava terminado de encontrar os últimos livros da lista Ari aparece atrás de dando um susto, o grito ficou trancado no meu peito, o que saiu foi um pulinho desengonçado e uma cara horrorosa de espanto, seguida de um belo tabefe que eu o dei por chegar por trás daquela forma.


Ponto inicial...

– Você não vai me perguntar nada?
– Eu não tenho nada pra perguntar.
– Tem sim, você esta com varias perguntas engasgadas ai, pode começar o interrogatório.
– Que música você esta escutando?
– Fools do Troye Sivan, conhece?
– Sim, acho ela linda e não só essa mas as outras duas que dão continuação para a história desse clipe.
– Sempre penso em você nesta parte: "Embora eu tente resistir, eu ainda quero tudo" e logo mais quando ele fala "Só os tolos se apaixonam por você".
– Porque você seria um tolo por see... _ não consegui terminar de perguntar então ele continuou.
– Porque eu sou um tolo que mesmo sabendo que não resistindo e sabendo que eu não posso ter eu quero, eu quero ter você. _ Engoli seco e mudei de assunto a mais rápido que consegui pensar.
– Então, desde que você me disse seu nome eu fiquei curiosa a respeito e acabai pesquisando sobre seu significado. Ari é um nome de origem nórdica não é?
– Meu nome tem origem nórdica, meus pais escolheram esse por que ele significa “águia”, e além do nórdico ele tem outras origens do armênio, que quer dizer “corajoso” e do hebraico Aryeh, que quer dizer literalmente “leão”. Eles queriam que seu filho tivesse um nome forte, e pra eles Ari encaixou ao seu propósito. É um nome diferente, mas vocês se acostuma ele acaba te conquistando assim como a pessoa que o possui. 
–Você não perde tempo não é.
–Tempo é sagrado minha doce garota.
–Eu não sou sua garota.

Dei as costas voltando para o meu cantinho, este que eu não devia ter saído, mas quando ia dar o segundo passo senti uma mão descendo pelo meu ombro parando no meu cotovelo e me puxando de encontro a um par de olhos cinzas que fitavam com desejo. Enquanto ficava ali entorpecida pelo calor de sua mão e olhos, ele começou a falar:

– Brisa, me desculpe eu não queria te assustar, mas eu preciso ser direto, você precisa saber que quero você.
– Desculpe Ari, mas eu não quero me envolver com ninguém eu não posso me apaixonar. 

No momento que Ari continuaria a ludibriar-me meu chefe me chamou e essa foi a deixa para escapar da tentação que era estar pero dele


Enfim sós...

Dia após dia, Ari não desistia ele permanecia fiel as suas visitas a biblioteca, ele não desistia sempre que conseguia um tempo para me abordar e quando não conseguia ele criava. Ao contrario do que pensava estava ficando ansiosa a cada encontro, estava viciada e quando dei por mim o que temia aconteceu, estava apaixonada por Ari.

Mais uma semana, mais uma rotina pra seguir. Desta vez o sol não estava me testando, ele me deixou seu bom dia e um desejo passou por seus lábios "Seja Feliz".

Ao chegar ao trabalho meu chefe já pediu que fosse a secretária arrumar os arquivos, isso significava que não veria Ari, que ficaria trancada o dia todo, o que deixou uma tristeza no ar. Segui para a secretaria, peguei meus fones apertei o play, a música que estava tocando era 
"OUTRO: Love is Not Over" do BTS, o que me fez rir, o destino estava me falando para acordar e sair do sonho que criei só podia. Peguei meu mp4 e passei para passei para a próxima música era "Echo" do Incubus, uma de minhas preferidas, e que por mais incrível que seja combinava com tudo que estava acontecendo, principalmente na parte em que ela dizia: "Meu maior medo vai ser meu resgate", comecei a rir, só podia ou eu estava ficando louca ou meu anjo da guarda estava trabalhando através do meu mp4 pra me mostrar algo que não estava encontrando. Foi então que a porta se abriu e um Ari determinado entrou.

– O que você faz aqui, essa sala é só para funcionários, se alguém me pegar com você serei advertida ou demitida.
– Brisa eu não posso mais esperar por você, eu preciso ter alguma certeza da sua parte pra poder continuar.

Ari, me puxou mais pra perto deixando nossos corpos mais perto, aproximou seus lábios da minha nuca seguindo para meu ouvido.

– Não posso esperar a eternidade por você, cavaleiros de armadura não existem eu não sou um cavaleiro, sou apenas um garoto tolo apaixonado por uma doce garota perdida e com medo de se envolver.

Não percebi, mas meus olhos estavam marejados, foi então que peguei seu rosto encarei aqueles olhos misterioso e lentamente me aproximei dos seus lábios para o beijo que tiraria o chão dos meus pés.

–Eu não quero nenhum cavaleiro, não gosto de príncipes nem sapos, gosto do concreto, gosto do que posso tocar, e eu posso tocar em você Ari, eu só não queria.
– Ás vezes querer não é poder minha querida Brisa.

Não pensei que aquele garoto poderia mexer tanto comigo quanto estava, não só nos meus pensamentos agora Ari estava me deixando sem ar, sem força para pensar, já não agia mais com raciocino era apenas meu corpo e o desejo selvagem que dominava meu ser. Quando aquele beijo quente e doce terminou Ari com os lábios ainda sobre os meus falou:

– Você achou que não conseguiria fazer isso não é, mas fique surpresa Ari, pois eu sou forte e eu posso fazer isso também.



Será este o fim?

Eu não sei o que acontecera entre Brisa e Ari, nada é certo, tudo é duvidoso quando se trata desses dois. Brisa a garota medrosa que luta pra não deixar Ari entrar em seu coração, e Ari o garoto persistente e encantador que só deseja estar no coração de Brisa. Estou curiosa para saber como esses dois vão fazer, mas eu ainda não sei quais serão seus passos.


P.s: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

P.s.s: Fazia um tempo que queria criar uma história que se passasse numa biblioteca, que envolvesse livros e música, mas nunca parava para escrever, no fim essa história só saiu do meu pensamento logo após um sonho, então eu peguei-o enfeitei aqui e ali e no final saiu a história do "Garoto da Biblioteca", o "Garoto que passeou nos meus sonhos".