terça-feira, 7 de julho de 2015

Conto: Caminho das Lágrimas

Sinopse: Caminho das lágrimas, é uma crônica que criei para uma das cadeiras da faculdade. Nela tento me inserir na tribo Sioux, tendo enxergar os olhos de Touro Sentado como foi o último passo para a conquista do oeste.



Caminho das lágrimas 


O que venho a lhes contar é sobre uma tarde a margem do rio Little Big Horn. 


Quando eu era Tantanka Iyotaka, o Touro Sentado do sudoeste de Dakota aconteceu-me uma aventura mágica. Morava nas terras ao redor do rio Grand, lugar de belíssimo ser. Onde o lobo é o professor e a águia a detentora de novos caminhos. 

Neste dia, Wakan Tanka apareceu na forma de um lobo branco. Enquanto esculpia sua flauta, o grande espírito veio e me contou sobre a benevolência e a crueldade. Após os ensinamentos, voltei a minha tribo e lhes contei tudo. 

Mas foi numa manhã fria e inóspita que usei de todo aquele ensinamento. Ali a beira do rio, estava um dos homens do general George Armstrong Custer. O soldado assustado, como um furacão tentou fugir, porém foi parado pelo meu grande amigo de quatro patas. E ali ele ficou medindo cada movimento que eu fazia. Como não falei nada, ele logo se cansou. 

─ O que queres de mim? 
─ Nada. 
─ Então por que não me deixa ir? 
─ Não estou lhe impedindo, você é livre pra ir onde desejar. 

O soldado ficou ali pensativo, com os olhos fixos em mim. Depois de um tempo, ele suspira, larga o rifle no chão e vem em minha direção. 

─ Pensei que o grande líder Touro Sentado não pouparia nenhuma alma. 
─ Você teme por sermos selvagens, mas a crueldade não vem do meu povo. 
─ Como você fala que não são cruéis quando há guerras entre vocês? 
─ Não confunda luta pela sobrevivência com crueldade. Vocês lutam pelo que? 

Dispus a pele de bisão que carregava comigo e o convidei a sentar. Relutante o soldado ficou ali pensativo. Olhou para o chão e então sentou a minha frente. Enquanto o vento brincava com as folhas dos Sungold e o rio cantava sua melodia, levei à aquela alma os ensinamentos do meu povo, os ensinamentos de Búfalo Branco. 
Após minha tentativa de ensiná-lo a ver com o coração do Grande Espírito, pedi-lhe então: 

─ Haverá um momento, que você retornará a mim. Nesse momento peço que venha como um amigo, e não se esqueça do meu pedido: quando a minha hora chegar, enterre meu coração na curva do rio. 
─Você não tem medo da morte? 
─ O medo não é uma coisa concreta, está no seu coração. Nunca se esqueça de escutá-lo. É melhor escutar o que ele diz para que não venha a se surpreender. 
─ Porém, por que me pedes tal feito sabendo que sou seu inimigo? 
─ Você é meu inimigo, por não se despir de suas fraquezas, não querer abandonar o material e correr para os braços da Grande Mãe. Homens como você nunca entenderão o porquê escolho a curva do rio e a sua sinuosa e silenciosa corrente para ser o meu repouso. 

Encerramos nossa conversa, o sol já estava se despedindo e a lua começava a sorrir para o véu da noite. Peguei minha pele de bisão e dei adeus ao soldado, ao dia e ao futuro. 

E logo mais adiante, os caras pálidas confirmaram as palavras do Grande Espírito, e o que eu não desejava aos meus irmãos. 

Toda história prevista por Wakan Tanka findou naquele 29 de dezembro de 1890, em Wounded Knee. Esta foi a pedra final. Era assim, como a melodia de um velho canto do oeste, que meu povo encontrou a linha do destino e as asas da vida. 


P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Crônica: Casa Vazia


Sinopse: July, esperava de braços abertos Ryan. Mas a neve começa a cair, com um aviso "Até quando você suporta o frio que deixarei, em seus ossos". 
Casa Vazia, é um pequeno conto, em que tento colocar, no papel uma desilusão amorosa, e a esperança, de nunca desistir. 




Crônicas de July - Primeiro Dia 


Casa Vazia


Sentada, em frente a minha janela acompanhando o anoitecer, volto para as linhas da história que estou lendo. O livro escolhido da vez é Espera, da autora Maggie Stiefvater, que conscientemente combina com o clima ao meu redor. A história me aquece, me deixa a sonhar com a minha história, com alguém como Sam. Me deixa a pensar, se Nathan será meu Sam. Leio, mais um capítulo, e ao começar o próximo, o telefone, na mesa anuncia, uma nova mensagem.

"July. Preciso encontrar com você, urgentemente. Não me deixe a te esperar. Você sabe onde me esperar!”.

Assim que termino de ler a mensagem, pulo da poltrona, troco meu pijama de gatinhos, por uma causa jeans, um moletom do Mickey Mouse. Calço meu coturno, pego meu casaco, e respondo sua mensagem.

"Nathan. Não vou demorar. Me espere que logo te alcançarei”.

Desço as escadas, cantarolando Open Arms da banda Journey. Pego a lanterna e as chaves, da mesinha, e início a caminhada pelo parque Yosemite, rumo ao nosso lugar especial. Agora você deve estar se perguntando, o quanto devo estar confusa, ou louca por morar dentro de um parque. Mas, é isso mesmo. Eu moro em Yosemite. Se você procurar por casas no parque vai reconhecer a minha rapidinho, pois ela é aquela casa laranja e marrom toda de madeira, que tenta se esconder entre os pinheiros, porém não consegue.

Continuo, caminhando, e enfim avisto o pinheiro que indica a entrada para o vale. Mais alguns passos, e começo a enxergar o lago, e os campos verdes que ficam em frente as três grandes pedras. Caminho até encontrar, a nossa árvore. Aquela que trouxe Nathan para minha vida, aquela que representa o presente que a primavera me deu.

Depois de uma hora…

Fiquei a sua espera, porém o tempo passou acumulando mais e mais neve em meus pés. Minha única companhia é esse vento frio, que ao me tocar, me assola ao tentar me aquecer. Aonde estás, por quê, me deixaste a esta espera infinita.

O telefone toca. Procuro no bolso do meu casaco, é ele. Meus dedos, congelados não conseguem desbloquea-lo, e acabo deixando o telefone, cair.

Droga! Porque essas coisas só acontecem comigo. Pego-o, em vão. Não há mais nenhuma ligação, porém uma insistente carta, fica a piscar do lado esquerdo da tela. Clico no ícone de mensagem, e começo a ler.

"Queria ter coragem, para lhe enfrentar. Porém não consigo olhar nos seus olhos, não consigo me portar na sua frente. Não posso mais fazer isso com você.. Você não merece a pessoa que sou. Eu polui todo sentimento que, dispôs a mim. E destruí cada pedacinho de sentimento, por puro prazer. July. não posso ser a pessoa que espera. Desculpe, mas nunca amei você!"

Eu que pensei, que não me encontraria novamente nessa situação, em que meus sentimentos não seriam nem ao menos, uma estrada de risos. Estou cercada de branco e lágrimas congeladas, pela insistente neve, que não quer parar de cair.

Seguro-o com forças, e incio minha caminhada, lenta e assustada. Contando cada passo, acreditando, que mais a frente eu encontrarei aquele que não soltara mais minha mão.




P.s: Resolvi me arriscar publicando, as coisas que escrevo. Também estar aqui dividindo com vocês meus textos, é a minha oportunidade de escrever mais. Essa Fanfic é criação minha. Por favor respeito os direitos autorais dela.

P.s.s: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.