sábado, 27 de junho de 2015

Conto: Uma Noite Sem Luar


Sinopse: Peinne Volk um garoto misterioso, é sequestrado, que fara de tudo para escapar da armadilha que o puseram. Na sua corrida pela sobrevivência encontra uma garota em farrapos e assustada. Ela é Hanna, que adentra na sua vida, para mudar, e fazê-lo desobedecer as regras.

Glossário 

1-Dry-eyed : Um dos nomes para se referir a lobisomem. 
2- Wolfsbane: É descrita como possuidora de poderes sobrenaturais para afastar lobisomens, e como importante ingrediente de feitiços de bruxas. Além disso, segundo algumas culturas, Aconitum pode prolongar o estado de transformação das feras, e até induzir essa transformação se estiver aquecida. 
3-Incubus: É um demônio na forma masculina que se encontra com mulheres dormindo, a fim de ter uma relação sexual com elas. O íncubo drena a energia da mulher para se alimentar, e na maioria das vezes deixa-a viva, mas em condições muito frágeis. A versão feminina desse demônio é chamada de súcubo.



Uma Noite Sem Luar



— Que dor de cabeça! – exclamou Peinne.

Peinne Volk, não sabia como e porque se encontrava naquele barraco, ninguém na cidade sabia da existência dos Dry-eyed ¹, não teria como terem descoberto sobre sua identidade. Peinne tomava todo o cuidado quando precisava transformar-se.

O silêncio mortal o deixava maluco, sua cabeça latejava, mas ele procurou repassar cada acontecimento daquela noite, perguntando-se o que fizera de errado e como se encontrava.

Peinne procurou verificar o interior do que parecia ser uma cabana. A pouca luz dificultou seu avanço, mas ele não desistiu facilmente, revisou cada canto a procura de uma saída. Encontrou uma porta, esta tão bem trancada, e usou sua força de Dry-eyed que acabou sendo inútil; o cansaço e a dor que sentia o impedira de arrebentá-la. Com a pouca força que ainda lhe restava, Peinne continuou sua procura, desta vez por uma janela, ou algo que o ajudasse a destrancar a saída.

Tropeçara, repetidamente, em sacos que exalavam o odor de wolfsbane². Pensativo continuou tateando o escuro, contudo acabara resvalando em algo úmido e cairá com intensidade no chão. Tão pouco fora a sorte dele que batera a cabeça e perdera a consciência.

Peinne ouviu ruídos abafados de passos próximos. A cabana onde fora jogado permanecia escura, tão escura que mesmo com sua visão de Dry-eyed nada conseguia ver. Ou, talvez, fossem as consequências dos machucados e da nova pancada que levara ao cair. Percebendo que sua visão não ajudaria; fechou os olhos e concentrou-se nos outros sentidos. O lugar tinha cheiro de ferrugem, lama, wolfsbane e algo doce que não soube identificar. Escutou os passos se aproximarem cada vez mais, o medo tomava sua mente, e sem forças para lutar, fingiu que ainda estava desmaiado.

Peinne não sabia quem era, e nem o porquê o atacara, apenas conseguiu distinguir que se tratava de um homem; este com um cheiro diferente dos outros. Sabia que o cheiro representava perigo, definitivamente o estranho ser estava determinado a matá-lo.

Sozinho, novamente, retomou sua busca. Na péssima visão tropeçara em uma cama e tateou a escuridão até encontrar a parede. Sua procura, porém, continuou pelos instantes que antecediam o momento que encontrou a janela. Tentou abri-la, sem sucesso. Ainda sim, o homem-lobo não desistiu, encontraria uma maneira de sair. Poderia quebrá-la, mas o medo que o som despertasse seu sequestrador, deixara-o hesitante. Hesitante? Sua sorte poderia tê-lo abandonado, de fato, mas sua coragem estava lá e esta não queria sucumbir a tal problema que, talvez, acarretasse em sua morte.

— Vou sobreviver! – exclamou Peinne. O desespero que sentia manifestou-se na sua voz sutilmente. Desistir não era do seu feitio! Respirou fundo, concentrou-se e se atirou contra a janela. O estardalhaço eclodiu na escuridão.

Peinne corria tanto que não sentia mais suas pernas. O grito que escutou quando adentrou a floresta o fez correr sem pensar, e o medo o acompanhara por todo caminho. Esta sensação intensificou-se quando ele alcançou a clareira. Ali se encontrava uma garota. Tão suja. Tão assustada. Sentiu o medo que ela exalava nos olhos trepidantes, e tentou mostrar a ela que não a machucaria, que como ela também estava assustado.

— Ei quem é você, o que você faz aqui? — Peinne perguntou ofegante.

— Ah.. Eu, Hanna... — ela sussurrou.

— Não vou machucar você. - Hanna permaneceu calada. Observava ao redor na busca de uma brecha pra fugir; estava desconfiada. Queria apenas fugir, fugir.

— Eu também estou fugindo, só quero te ajudar, só... — antes mesmo de Peinne terminar a frase, a garota começou a correr, desesperadamente. Ele entendeu o porquê da garota estar tão apavorada: ela deveria estar fugindo como ele, mas o que ela poderia ter passado nas mãos do seu sequestrador, ele não tinha como imaginar. Peinne não lembrara como viera a parar na cabana, tampouco o porquê de ser pego. Querendo proteger a garota, ele decidiu segui-la. Se era instinto de proteção, ele não sabia, mas sentia uma vontade desconhecida de alcançá-la. Um desejo... a ser saciado.

Hanna sentiu o estômago revirar e o coração saltar pela garganta; corria tanto, que sentia quase desmoronar.

Peinne continuava a segui-la. Novamente tentara puxá-la, com êxito, o que acabara a desequilibrando e fazendo-a cair desajeitada no chão. A garota bateu a cabeça no processo e o resultado disso fora a rápida inconsciência. O sangue verteu da ferida aberta. Peinne tirou sua camisa, em farrapos, e tentou estancar o corte. Era profundo; a pressão que fazia não era suficiente. Todavia, ele sabia que sua saliva a curaria, mas haviam consequências: isso deixaria ainda mais exposto ao caçador. Dane-se as consequências, pensou e trouxe a garota para perto de seu peito — a ponto de encaixá-la em seu colo. Arrepiou-se internamente, encarava-a com o desejo animal que ia do ávido ao sexual. Resistiu às sensações e retornou a atenção para Hanna. Afastou uma mecha de cabelo a ponto de revelar o corte e, então, escorou-a com cuidado no tronco de uma árvore. Logo, transformou-se em um Dry-eyed. Controlou a fera ao máximo quando se aproximou para lamber o ferimento, livrando-o de qualquer infecção. Restara somente uma linha prateada.

Gritos estridentes ecoaram floresta adentro, aproximavam-se. A adrenalina cercou o lobo, forçando-o a retornar a sua forma anterior para agarrar a garota e fugir velozmente. Seus sentidos não estavam os mesmos, sequer havia percebido que, enfim, estava longe da mata. Peinne soltava lufadas de ar e absorvia outras, era uma forma de relaxar a si próprio.

Assim que retomou o ar, procurou por um lugar seguro para deixar Hanna. Ainda desacordada em seus braços, encostara nas grandes raízes da bétula. E antes de partir, checou a respiração dela uma duas, três vezes. Com tudo no seu devido lugar, transforma-se e desaparece na floresta.

Hanna tivera pesadelos à noite inteira. Acordou ofegante, assustada, como se o Incubus do seu sonho estivesse lá, observando-a; procurou tirar as imagens da sua mente, esquecer aquela presença; enfim, voltara a dormir; dessa vez tivera sonhos, mas todos malucos e sem sentido. Voltou a dormir e, novamente acordou, mais tarde do que pensava. Assim, em um pulo, olhou as horas e só então lembrou que estava atrasada para a visita diária que fazia a biblioteca. Saltou da cama, tomou uma chuveirada, vestiu a primeira roupa que via pela frente, pegou um pedaço de sanduíche de peru na geladeira e um café na cafeteira.

Com mochila nas costas, correu para parada e esperou o transporte para Tennessee. Assim que o ônibus encostou, sentiu novamente aquela presença medonha, procurou esquecer que alguém a espreitava. Estava ficando maluca? Ou os livros realmente estavam interferindo na sua imaginação? Não teria como alguém estar a seguindo, não existe vampiros, lobos como nas histórias; eles são apenas criações, não são reais.

Desde então, Peinne não conseguiu esquecer o gosto de Hanna. A procura de explicações sobre o que aconteceu, de como ele foi parar naquela cabana, e nenhum caminho levava para verdade, apenas pra mais um enigma. O desejo desenfreado de sentir o calor do corpo de Hanna o estava deixando maluco; passava os dias atrás de pistas atrás dela, observando-a a cada passo. Toda manhã transforma-se em Dry-eyede a seguia — isso quando ela não usava o transporte. Fitava Hanna na calçada do outro lado da rua, escondido entre as sombras da floresta. Já cansado da procura do misterioso sequestrador, Peinne resolve passar um tempo na biblioteca (era uma de suas paixões e fuga da vida perigosa, a qual cedo ou tarde batia na porta dos Dry-eyed). Assim que entra na ambiente abarrotado por livros, ele reconhece o cheiro da garota; esta que é dona dos seus pensamento e sonhos, e que tem consumido todo o seu tempo. Não querendo assustá-la, e com medo que ela o reconhecesse da floresta, ele segue na direção do balcão.

— Quem é a garota que está sentada no chão? — perguntou Peinne.

— Não sei quem é ela, é nova por aqui. O que posso te dizer, Peinne, é que ela sempre aparece por esse horário e fica o tempo todo sozinha, fica lendo e fazendo anotações, depois vai embora sem levar sequer um livro. – exclamou Jared.

Alguma coisa devia estar errada com Peinne: como que ele nunca sentiu o cheiro da garota antes? A maioria do tempo ele passava na biblioteca... Como pode não a ter reconhecido e somente agora ele tenha sentindo seu cheiro?

— Então você não a conhece? O que ela vê fazer aqui, estudar ou passar o tempo?

— Você parece muito interessado nesta garota... Bom, sobre o que me perguntou, é fácil saber, ela está sempre na coluna de lendas celtas, fabulas contos. O que me faz pensar que ela deve gostar muito de lendas. Você não a vê em outro lugar a não ser naquela coluna.

Depois de mais uma cansativa procura, Hanna encontrara mais artigos sobre os Dry-eyed . Arrumou tudo em seus respectivos lugares e agarrou algumas anotações. No instante em que saíra da coluna, seus olhos se cruzaram com os de Peinne; o garoto da floresta que ela tanto tem sonhado — e também o motivo de sua pesquisa. A surpresa a deixara imóvel e sem reação, tentara desviar os olhos dele, mas a tentativa fora em vão.

Peinne moveu-se na direção dela. Era a chance perfeita de falar com ela e descobrir o que aconteceu na floresta. Hanna não esperou, pegou suas coisas e correu para a porta. Ele disfarça com livros ao sentar-se em uma das cadeiras enquanto espera que ela desapareça o se campo de visão; espera um tempo, espreita os demais, e sai com a intuição de segui-la. Poderia não a enxergar nas ruas, mas o rasto do aroma dela estava ar, as coisas seriam mais fácies para ele.

Perdida em pensamentos, ela sentiu um repentino toque no ombro. Virou depressa e, consequentemente, deparou-se com o rapaz que dominava os seus pensamentos.

— Oi. — dissera Peinne.

— ...Olá. — Hanna respondeu timidamente. Ela não sabia o que dizer, sentia o constrangimento do tomar sua expressão. ...Desejo?

— Desculpe, mas ainda não me apresentei: sou Peinne. — ele esticou o braço para cumprimentá-la. No ato do toque, ele sentiu um arrepio que subiu por sua espinha. Tão intenso, tão avassalador, que o lobo adormecido em seu interior poderia saltar faminto a ponto de devorá-la.

— Eu sei. Você é o garoto da floresta. Você é um dos que me perseguem. — Hanna desprendeu-se do seu olhar e manteve os olhos nos seus calcanhares. Absorta em pensamentos.

Neste momento, Peinne aproximou-se mais e murmurou:

— Você sabe que eu não a machucaria. Eu me arisquei para mantê-la viva. Você não pode

simplesmente mentir e pensar que eu acreditei nas suas palavras.

— Foi você que me tirou daquela floresta — Hanna relaxou. — Desculpe, não sei em quem acreditar, no que acreditar! Meu mundo virou totalmente de ponta cabeça. Mesmo tendo receio, sinto que posso confiar em você, sei que me protegerá, mas isso ainda não significa e nem explica o porquê devo. O que estou tentando dizer é que quero dar uma chance a você para me explicar tudo o que ainda não sei, ou confirmar o que sei, mas isso vai depender de você falar a verdade.

— Não tenho motivo para contar mentiras a você. Vou te explicar tudo, mas você terá que confiar em mim. — Peinne segurava a mão de Hanna o que tornou mais fácil puxá-la na direção da

—O que está fazendo? Não quero voltar lá!

— Não tenha medo. Agora lá é mais seguro que aqui. Confie em mim.

— O pior de tudo é que... eu confio.

Hanna olhava para os quatro cantos da floresta a cada instante, mesmo sentindo segura ao lado de Peinne, não significava que não sentia mais medo. Ele estava ali entranhado, abafado, esperando o momento certo para eclodir. Peinne havia a conduzido para uma direção irreconhecível por Hanna o que a deixou inquieta.

— Que lugar é este? Nunca tinha vindo aqui antes.

— Poucos conhecem o caminho, quero dizer somente eu conheço esse lugar. Bom, na verdade, agora somos dois.

— Ele é lindo. — ali havia uma pequena choupana, ao lado um lago com água cristalina que se ligava a um lindo jardim repleto de flores silvestre. A imagem parecida ter saído de um conto de

— Que bom que você gostou... Então esta é minha casa. 

— Então foi por isso que não encontrei seu endereço em nenhum lugar! — assim que Hanna se tocara do que havia falado, repreendeu-se. Ela não devia contar que passara dias perseguindo, procurando-o.

— Hanna! Eu posso sentir seus desejos e angústias. Sei quando você mente, ou se repreende como está fazendo agora. Você está atrás de respostas e, consequentemente, elas estão ligadas a mim também, o que nos deixa em um monólogo. Você quer saber mais sobre mim, e eu sobre você.

Ambos queremos procuramos entender o que aconteceu naquela noite, então pare de se reprimir, não hesite mais.

— Eu sei o que você é. Eu sei quem nos sequestrou... Não sei o que ele queria com você, mas comigo ele deixou claro. O homem demônio disse que queria usar de meu quarto até enjoar depois me mataria, para que assim não possa entregá-lo. Não entendi como ele pensava que iria fazer isso! Como se fosse simples chegar a uma delegacia e fazer um registro contra um Incubus³.

— Um Incubus? Isso é estranho nunca soube de nenhum demônio sequestrando lobisomens, isso me soa estranho demais, mas isso eu resolvo depois. A questão somos nós, o que ele desejava de ambos.

— Não sei. Perguntas? Não é o que eu desejava, e sim o que mais queria naquele momento era escapar dali. Foi o que fiz e, logo, você me encontrou na floresta. Depois o que fiz foi me esconder, pesquisar sobre o que você podia fazer. Na verdade, queria confirmar que você era realmente um lobisomem como o Incubus havia dito, e também queria entender essa loucura toda. 

— Entendo. O que mais queria naquele momento era fugir também. Hanna... Tentarei lhe proteger. Não posso garantir nada em relação ao meu lado lobo, mas o homem deseja mate-lá viva.

Ouvir Peinne fez o desejo que Hanna sentia por ele se tornar intenso. Ao confirmar o que desconfiava, e ao ter certeza que fora ele que a manteve viva, ela desejou se entregar ali mesmo, sem se importar que não estivesse em uma cama. O medo que ainda sentia por ele não a abandonou, o desejo, porém, estava a falar mais alto.

Hanna começou a se virar no momento em que ele se aproximou de suas costas. O encontrão dos dois a comprimiu contra o corpo musculoso de Peinne, e ela se apoiou com as palmas das mãos nele. A respiração quente de Peinne quase lhe feria a orelha.

Ele apertou o corpo contra o dela, desejando que os dois unissem em um só. Não aguentando mais de desejo, num misto de excitação e frustração, ele chegou mais perto e sussurrou no ouvido:

— Se você continuar não a deixará sair mais até que esteja saciado. Seria agora ou nunca. Seria encarar o lobo ou aquele lindo homem que a desejava tanto quando ela. Hanna sabia que o prazer de ambos não lhe seria negado.

— Sim. Continuarei. — ela o agarrou firmemente, puxou seu quadril. O Brim macio escorregou-lhe pelas pernas. — Não serei capaz de negar... — Hanna disse, o que fizera Peinne a puxar mais firme. Ela o agarrou pelos cabelos e apertou sua cabeça enquanto ele lhe lambia os seios. Peinne sentiu um arrepio quando as unhas dela lhe aranharam a cabeça. Ela lhe mordiscou o mamilo, fazendo com que ele mordesse o lábio de prazer. Ele a deitou sobre a relva sem cessar as caricias.

Não aguentando, Peinne reclinou-se sobre o corpo de Hanna e introduziu completamente. — Mais rápido... — ela gritou, ele obedeceu. Movimentou-se dentro dela, arquejando e gemendo, intensificando o ritmo. Lobo ou homem ela não sabia, não importava quem ele fosse, era Peinne, um homem que sobre o qual ela mal conhecia, mas sabia que podia confiar, e de quem ela precisava mais do que podia imaginar. 

Eles atingiram o clímax juntos. O gemido no ouvido dela era o de um homem, não o de um animal. O corpo de Peinne se contraiu, e Hanna sentiu a mão relaxar.

— Parece que você foi feita pra mim. — ele a abraçou pelo ombro e a encostou no seu corpo ainda ofegante. Percebera então que havia exagerado: no ventre dela encontravam-se três aranhões que romperam a pele do mesmo.

— Hanna, eu não tive a intenção de feri-la.

— Eu sei. Não sei explicar, mas eu confio em você, Peinne.

— Você nunca deveria acreditar em mim como lobo, não consigo me controlar, quando

começo a me transformar. Prometa que se eu chegar tão perto outra vez, você irá fugir. — ela o beijou com intensidade, mas logo se desprendeu do beijo para sussurrar em seu ouvido:

— Pode parecer loucura, Peinne, mas eu amo você.

— Também amo você Hanna.

Peinne frequentemente sonhava que estava acordando, de uma forma que era... maravilhosa, doce. Estar ali vivenciando o momento era muito mais maravilhoso do que ele imaginava. A cabeça de Hanna repousava sobre seu abdômen, ela exalava um cheiro de menta, jasmim e terra. Estranho perfume, mas de alguma forma provocante, que o deixava excitado.

— Hanna? – Peinne a chamou.

— Estou louca por uma cama de verdade — ela disse ao sentar. Peinne imediatamente a puxou e a encaixou contra o corpo. — Isto aqui não é nenhum pouco confortável.

— Dane-se o conforto. Você está inteira. Isto é tudo o que importa! O lobo não a matou. — Hanna inclinou-se depositando um beijo em seus lábios. Neste momento lembrou-se das feridas. Por que a dor havia cessado? Puxando a camiseta devagar, deparou-se com três linhas prateadas tão finas.

—O que você fez?

— Eu a curei. Você é muito preciosa, nem mesmo meu lado lobo fará com que esqueça isso. Não posso perdê-la.


P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.