quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Melissa e John - Um dia



(...)

Peter o baterista, Brandon o baixista, Bert o tecladista, Aron e Julian os guitarristas e  John o vocalista sorriam como crianças bobas e eu acompanhava cada sorriso tentando gravar na minha memória fotográfica aquele momento, pois quando estaríamos sorrindo feito bobos como estávamos naquele momento.

– Mel, pode deixar que eu faço o garotos limparem a bagunça, você já fez tudo vai descansar um pouco. - disse Brandon

Com isso ele arrastou todos os meninos para cozinha, porém Bert e John ficaram ali na mesa, Bert recolhendo os últimos pratos, e John me encarrando com um sorriso safado.

Não queria pensar, mas não conseguia era mais forte e muito mais intenso que pensava. Aquela boca, aqueles lábios e meu deus quando ele passava a língua por eles ahhhh aquilo me deixava em êxtase, era como dar doce depois de meses para uma pessoa que não podia esperar pela doce de açúcar. 

– John você também, nem pense que vai fugir da limpeza - gritou Brandon.

Com isso fiquei sozinha na pequena varanda, com os pensamentos lá longe, tentando conciliar eles mas não conseguindo já que aquela boca não saia da minha cabeça. 
Sacudi minha cabeça para tentar colocar os pensamentos no lugar e parar de ter aqueles tipos de pensamento, John era mais novo e esse já era um empecilho já que nossas famílias são tão tradicionais a ponto de não aceitar uma mulher ou homem mais velho nem novo demais, no meu caso falariam que tinha sequestrado ele do berçário enquanto ele teria me tirado asilo. Ah você deve estar pensando que é exagero meu já que são apenas dez anos de diferença, contudo nossas famílias nos enxergam assim, e só isso já é um fator para não deixar me tentar, o outro é ele ser famoso. Tudo bem eu tenho minha pequena parcela de fama, já que sou escritora, mas é diferente no meu caso eu não sou perseguida por fãns, posso caminhar tranquila pelos lugares, minha casa não é invadia e não sou obrigada na maioria do tempo a ser perseguida por câmeras e fãs enlouquecidas, com é tudo isso e mais, e por último a empresa da qual a sua banda trabalha exige que eles não tenham namorada antes de aderir determinado comportamento, maioridade.

– Em que esta pensando?
– Que susto você me deu John. Não chega tão sorrateiro, faz um escandalosinho antes de chegar, caso contrario eu infartarei.
– Como eu adoro essas respostas. - ele enterra seus olhos nos meus, me sorri e me da uma piscadela que me derrete por dentro. Como pode um menino mexer tanto comigo, é culpa dos hormônios, vou culpa-lo e ponto.
– Você só pode estar tirando com minha cara, não é garotinho.
– Um dia vou fazer você se arrepender de me chamar de garotinho, senhorita Melissa.

Nesse momento Juli, apareceu com um jogo de baralhos na mãos, ficamos jogando por um bom tempo esquecendo da hora. Estiquei os braços, e alonguei as pernas, olhei a hora e vi que já era tarde, fui para cozinha preparei um lanche leve e logo depois que todos haviam comido, deixei a louça para os meninos, e fui para o trailer, queria tomar uma chuveirada antes de dormir. Fechei a porta do trailer e assim que me virei para subir as escadas que levavam ao banheiro e quarto, John estava ali parado, não tive tempo para pensar ele se aproximou me deixando com as costas coladas na parede, então pegou meu queijo acariciando de leve inclinou até que eles ficassem próximos dos seus lábios. Fiquei perdida naqueles olhos negros, não pensei em nada a não ser naquele mar negro, naquela respiração e naqueles lábios que esperavam meu sim. Puxei na direção na minha boca e o beijei com uma fome, com um desejo que não acreditei existir até que seus lábios tocaram os meus.
No começo no beijo John, foi lento senti que ele havia se surpreendido com a minha iniciativa de seguir, já que sempre que ele se aproxima eu fugia, nunca deixava aquela cena seguir em frente parava ela e não dava rumo, porém desta vez eu não fugi fiquei ali para conhecer como seria o final dela. Depois de perceber que não fugiria, que ficaria ali, que desejava continuar aquele beijo, John intensificou o beijo e eu o dei abertura para continuar,  então ele percorreu meu corpo com suas mãos, eu fiz o mesmo, acariciei seu corpo deixando que minhas mãos deslizassem até o cós da suas calças, no momento em que minha mãos avançaram para sua excitação, John intensificou o beijo me dando mordidinhas e passando para o pescoço, suas mãos avançaram para meus seios, enquanto eu abria seu zíper e liberava seu membro volumoso, nesse momento fui surpreendida pelo um urro, então fui pega pela cintura e arrastada até o balcão da cozinha. Então ele puxou meu vestido para cima desceu minha calcinha e me tocou primeiro com um dedo depois com dois, enquanto ele me tocava eu fazia o mesmo, mas eu queria mais, então deixei sua excitação para puxar seu lábios de encontro aos meus, ele ainda me tocava quando entrelacei minhas pernas na sua cintura e puxei-o na minha direção queria sentir aquela excitação.  Ele então tirou sua mão de  dentro das minhas pernas e quando sue membro encostou no meu ele apoiou suas mãos no balcão recuperando o equilíbrio, loga não via mais nada apenas sentia sua respiração entrecortada no meu pescoço enquanto nos esfregávamos um no outro, foi então que senti um puxão de cabelo e logo minha boca foi inundada pela sua língua, quando nosso lábios se separaram para tomar folego John me encara como um predador.

– Melsinha se você não quer continuar, é melhor parar caso contrário vou te foder aqui em cima do balcão - soltei um gemino.
– O que esta esperando para estar dentro de mim?

Mal terminei de falar, e John me carregava para quarto, quando estávamos subindo as escadas, houve uma batida forte na porta seguida de outras mais e a voz de Juli, desesperada pedindo que abríssemos logo a porta. Então corri para cozinha peguei minha calcinha vesti ela, arrumei o vestido e meus cabelos,assim que entrava na sala pequena do trailer, John já estava abrindo a porta.

– O que aconteceu? - John perguntou a Juli
Juli olhou de mim para John, passou a mão no cabelo e então disse.
– Desculpa eu sei que atrapalhei o que vocês estavam fazendo ai, ele apontava para a cozinha com a cabeça.
– Nós não estávamos fazendo nada - eu disse corando.
– Sei sei, mas isso não é importante no momento, agora vocês precisam me ajudar o Peter saiu com o  Bert para caminhar e até agora não voltaram, eles não atendem o telefone, os meninos vão procurar comigo e quanto mais gente melhor.
Assim que terminou de falar, Juli virou as costas e nos deixou ali sozinhos com caras que misturavam medo e raiva. John então colocou suas botas e me alcançou meus tênis.

– Bom vamos encontrar esses dois logo.
– Você acha que eles estão nem né?  - perguntei preocupada.
– Estão sim, logo vamos encontra-los e podemos continuar o que estávamos fazendo ali. - John disse apontando com a cabeça para cozinha.

Eu corei assim que lembrei das suas mãos em mim, e então pedi que ele esperasse um pouco, fui no quarto peguei minha mochila e coloquei ali tudo o que tinha de primeiros socorros, pois nunca se sabe o que pode acontecer, como diz minha mãe 'melhor prevenir do que remediar'. Desci as escadas, calcei meus sapados.

– Então vamos. - disse

Antes de abrir a porta e sairmos para floresta, John me puxou para um beijo cheio de desejos e promessas do que estaria por vir.



CONTINUA na terceira parte (...)


P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Melissa e John - A Viajem




– Porque diabos, você precisa me ligar a essa hora para marcar passeio Juli, é sério só pode estar de brincadeira ou querendo tirar sarro da minha cara.
– Eiiiii... não precisa ficar toda brabinha
– E eu ainda não posso nem ficar brava com você, por que?
– Porque você me ama horas.
– Uauuu, nem tenho como te retrucar depois de descobrir que amo você. Mas e agora como a sua pessoinha, da qual eu sou completamente apaixonada vai lidar com o fato de que me acordou quando a pouco havia conseguido dormir, e que sabe muito bem que tenho problemas em relação ao sono. Como você vai me fazer dormir em?
– Só um minutinho que eu já resolvo este problema meu amorzinho.
– Ai que debochado.

Escutei Julian solta uma risadinha, e logo escutei passos e uma porta rangendo ao fundo. E ouço Juli falar: – John você vai ter que fazer a Angel dormir.Comecei a chama-lo, mas ele não me ouvia, provavelmente estava com o telefone longe dos ouvidos, ou fingindo que não me escutava. Comecei a suar, pensei em desligar o telefone, mas não conseguia, a única coisa que saia desesperadamente por minha boca, era minha suplica para entender o Juli estava fazendo, porque ele tinha que falar com John.

– Juli, Juli ... o que você esta fazendo. 
– Só um pouquinho Mel 
– Que merda é essa de só um pouquinho. 

Então ouvi Julian explicando a John: Eu acordei a Mel mesmo sabendo que ela tem problemas com o sono e trabalha tarde, então para ela não ficar com mais raiva do que ela já esta de mim, você pode cantar para que ela pegue no sono, você sabe que ela ama a sua voz. - Julian, vou fazer isso só porque é a Angel, e você sabe que ela me encanta, mas por favor me faça um favor, deixe-a dormir, não fique acordando ela se você pode ligar para ela em outro horário. 
Se eu já havia trancado minha respiração quando comecei a escutar a conversa, quando John me chamou meu nome no telefone, o resto de ar que tinha sobrado em meus pulmões se esvaíram. 

– Melissa, você ainda esta ai.
– humrum - foi a única palavra que consegui verbalizar no momento. 
– Já falo com você, só me da um minutinho. 

Julian, agora que você já me entregou o telefone e e aceitei fazer seu favor, pode sair do meu quarto que quero ficar sozinho com a ela. 
Então escuto novamente passos e uma porta fechando, seguido de um 'valeu irmão'. Não sei porque comecei a rir, e quando John voltou a falar comigo, eu estava a soltar risinhos. 

– Sou eu que estou a lhe causar esses risinhos. 
– Desculpa, mas eu estava recriando cenas aqui na minha cabeça, viajando no mundo da lua como você sabe. 
– Claro, a minha pequena sempre esta sentadinha na sua nuvem buscando estrelas. 
– aham, bom, aham ... Joh você não precisa cantar pra mim, eu estava incomodando o Juli, já que ele havia me acordado, hammm você não ´precisa se incomodar comigo, logo eu pego no sono, eu escuto uma música e durmo. 
– Eu sei, por isso que estou aqui, eu quero que você durma ao som da minha voz e não ao som de outro. 
– John ... hammmm ... não é que eu não queira, você sabe que eu não gosto de ser incomodo para ninguém. 

John, não me respondeu, apenas me chamou de teimosa e começou a cantar. Não vi o tempo passar, não sei quando adormeci, sei que essa foi uma das melhores noites que tive. Não entendo como uma pessoa pode me fazer ficar dessa forma, ou ainda como o fato de escutar a sua voz possa me deixar nas nuvens e me fazer esquecer dos problemas, como diz o Juli, ou eu estou apaixonada ou preciso ir no médico. Sinceramente preferia a segunda opção, pois estar apaixonada não é bom sempre tudo se estraga se esvai, no final eu acabo sozinha sem nada. 

***

Julian havia me acordado as quatro horas da maldita manhã, para me convidar para sair a tarde, mas não havia me dito para onde iriamos, apenas disse, ao encerrar a ligação amanhã vamos sair eu você e os meninos.

Me xinguei mentalmente para parar com aquela lenga lenga e ir logo para o banho, porque hoje seria o dia, e ainda por cima tinha marcado aquele passeio com Julian, ah como queria ter dito 'não', mas o meu mal é não conseguir dizer não posso, não quero, não vou ao Juli. Peste de menino!

***

Você deve estar se perguntando se Juli e eu somos namorados, ou se estamos apaixonados, mas sinto contar lhes que somos amigos. Juli conquistou meu carinho e amizade, num dia chuvoso, em que me encontrava perdida e ele veio me sorriu, ensolarado meu dia. E é pelo carinho e amizade que ele sempre me dá que eu nunca conseguirei dizer não a ele. Não só isso, nossa amizade vai além, nós somos almas gêmeas com um porém, não somos a alma gêmea que você deve estar pensando, até porque não existe apenas alma gêmea para amantes, amigos também encontram a sua, e Juli é a minha alma.

– Eii bustika, você não vai me falar onde eu vou encontrar vocês?
– Não conheço.
– Ahh... o que não conhece?
–A bustika de que me esta chamando. - soltei uma gargalhada e logo pedi que ele me falasse de uma vez para onde iriamos.
– Hummm. É surpresa, só preciso que você arrume uma mochila com o necessário para uma viagem.
–Viagem? Julian eu não posso sair da cidade, você sabe que tenho que trabalhar na palestra desta sexta.
– Então nós sairemos depois da sua palestra, e nem me venha com desculpas Mel que sei que depois você quer descansar para iniciar seu novo livro, então o que estou te proporcionando é um prazer na sua vidinha solitária.

Fiquei em silêncio por um tempo digerindo o que Juli havia falado, principalmente a parte em que ele chamou minha vida de solitária. Eu sei que ele não esta enganado, o que faço é só estudar, trabalhar e a única pessoa que me tira da prisão que me enclausurei é ele, mas também ele não precisa me lembrar sempre da escolha que fiz. Ficar sozinha não é tão ruim, desde que meu coração foi feito de cacos decidi que não queria ninguém, mas isso não estava incluído minha família e amigos, o problema é que recebi uma proposta de trabalhar no que queria, mas para isso teria que deixar meu conforto, casa amigos para traz, e já que nessa nova cidade eu não conhecia nada e ninguém não me importei de ficar sozinha, tudo levava para esse caminho se não fosse Juli.

***

Quando Julian chegou com uma van tamanho família me assustei não pensava que ele arrastaria junto dos os meninos da sua banda, pensei que ele trairia o John, mas todos ah essa já foi uma das surpresas, agora só queria saber quais mais viriam e para onde Juli, estava nos arrastando.
Chegamos num parque natural, repletos de famílias e trailers, Juli havia nos arrastado para uma área de acampamento o que me surpreendeu, pois eu amava lugares assim, me deixava mais perto da minha casa, me trazia cheiros e lembranças boas. Não percebi, mas acabei sorrindo de orelha a orelha.

– Eu sabia que você ia gostar.
–  Eu amei Juli, amei. Obrigada - agradeci com um abraço bem apertado e um beijo na sua bochecha.
– Isso Mel, me dê bastante carinho, porque daqui a pouco você estará me espancando.
– O que você aprontou para pensar que ficarei a ponto de lhe dar uns bons tapas.
– Você não vai ficar com vontade você me dará os tapas.
– Logo mais, primeiro vamos pegar as malas.

Fiquei encucada pensando o que Juli, havia aprontado, para ter certeza que eu lhe daria uns bons tapas. Enquanto meu cérebro criava inúmeras respostas tentando adivinha o que Juli estava aprontando, fomos descendo da van e pegando nossa malas.  Com as malas em mãos, seguimos para o caminho que Juli apontou para nós, seguimos caminhando colina acima até ficarmos de frente para dois trailers, um era grande enquanto o outro era menor, haviam cadeiras mesas, uma churrasqueira e uma estradinha de pedras que levava para o lago logo abaixo do trailer, também haviam redes presas nas arvores, e uma pequena quadra de basquete. O lugar era lindo, podia passar horas ali e nunca estaria enjoada, ali era um lugar que com toda certeza recarregaria minhas energias, e ajudaria com a escrita do meu próximo livro.

– Chegamos pessoal - disse Juli
– Adorei esse lugar, vamos aproveitar cada segundo - os meninos falaram  ao mesmo tempo.
– É muito lindo, adorei esse lugar também - eu disse
– Então rapazes vocês comigo para o trailer - disse Juli apontando para o trailer maior, com exceção de você John, você vai com a Mel para o outro.
– Como assim, não podemos ficar no meus trailer. Vocês só pode estar brincando. - lancei um olhar feroz para que ele confirmasse que eu daria mais cedo ou mais tarde aqueles tapas que ele tinha adivinhado.
– Ah vocês não só podem como devem, vocês precisam de um momento só de vocês para resolver de uma vez por todas esses sentimentos que não querem admitir.

Enquanto fuzilava Juli com os olhos, John pegou minha mão e me puxou na direção no outro trailer.

– Melissa, vamos você sabe que não vai adiantar nada discutir com o Julian, ele vai te persuadir no final, e também não deve ser tão ruim assim passarmos um tempo a sós.
– É isso que tenho medo - sussurrei.

Depois de ter guardado as coisas no trailer, e acima de tudo assimilado que estaria sozinha num trailer com John, fui para cozinha começar a preparar a comida para os meninos, pois eles devim estar famintos como eu estava. John me ajudou a preparar a massa e os camarões. O espaço era pequeno o que casou diversos toques, uns sem querer outros não.

– Vamos comer pessoal.

Sentamos todos, e entre conversas e risos a comida foi acabando. Levantei e fui arrumar os sorvetes, sabia que os meninos gostavam, principalmente da forma com que eu fazia.

– Eu fiz com banana e morango como vocês gostam.

Assim que coloquei a bandeja na mesa os garotos avançaram, porém John foi o último a pegar o seu. Quando ergui meus olhos para seu rosto não consegui desgrudar daquela boca e daquele sorriso sacana. Por um momento eu desejei que aqueles lábios estivessem sobre os meus e como eu queria puxa-lo e surpreender aquela boca com um beijo que o fizesse lembrar de mim sempre que pensasse em sorvete de morango, porém esses desejos ficaram apenas no meu pensamento, na realidade o que eu fiz foi arregalar os olhos e me assustar com a sua proximidade. Devo ter ficado um tempo ali parada, porque alguém fez aquele famoso som de 'aham aham' o que me acordou da minha pequena alucinação para me deparar com John se afastando de me deixando com uma piscadinha.
Respirei uma duas, três vezes e olhei na direção em que o 'aham' havia vindo e fiz uma careta para Julian que me atirava beijinhos e flechas. Por mais que ele ficasse um fofo fazendo aquelas e carinhas e não só parecesse um cupido, mas ainda por cima tivesse aquele rosto angelical, não pensei duas vezes e belisquei sua perna. O que gerou um aí bem alto, e olhos voltados na nossa direção.

–Tinha um bicho ali na sua perna.
– Desde quando se mata com beliscão.

Agora não eram apenas olhos na nossas direção eram gargalhas e mais gargalhas, e quando percebi até Juli e eu estávamos rindo.
CONTINUA na segunda parte (...)


P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

sábado, 28 de novembro de 2015

Poema: Folhas em Branco


Folhas em Branco


Folhas em branco,
Nada vejo a não ser pequenos rabiscos,
Rabiscos de um passado que agora não passa de nada,
Um nada Torturante, esmagador.


Folhas Vazias,
Espalhadas na minha frente, como folhas de outono,


Rezo pelo dia que olhar novamente,
Ali ajam, não pequenos rabiscos,

Mas o começo de um história feliz.

P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Conto: Por mais um beijo



No passado ...

Meus pais, sempre me ensinaram a respeitar não só a pessoa que você ama, mas a todos que cruzarem seu caminho. E em relação amor, eles sempre frisaram a importância do cuidado que devemos ter, por nós e por nosso amante, foi o que eu fiz durante meus três anos de namoro, eu o respeitei cuidei e protegi, contudo não soube proteger direito a mim, não me inclui na barreira e então eu cai, me machuquei, e agora carrego feridas que ainda não cicatrizaram.

Com o coração partido depois de meses, resolvi dar novos rumos a minha vida. Estava ainda deitada, nos fones  Tangled Up In You da banda Staind deixava minha manhã mais bela. Você pode pensar que a música é triste, pela melodia, mas não ela é linda a letra fala pelo meu eu, por um eu que nunca deixou de acreditar que um dia poderá ter ao lado alguém que vai me amar pelo que sou, alguém que ficara velhinho ao meu lado.

Um ano depois...

Aquele coração partido e aquela garota frágil já não existem mais, ela ficou no passado apenas retomo a ela quando quero me lembrar de que nem todos são como eu penso, como a minha cabeça sonhadora desejaria que fosse.

Amores ...

Sentada na janela do meu quarto vento os carros passar, vendo o tempo passar, fiquei a pensar em Ethan, como sentia falta da sua companhia do seu sorriso. Ele tinha o poder de me tirar dos dias nublados e me trazer de volta aos dias ensolarados. Olhar aquele sol, sentir a brisa do vento no meu rosto me fazia um bem, me trazia dias bons de um passado que não volta.

Voltei os olhos para o livro, peguei meu café tomei um gole, arrumei meus papeis, e voltei a fazer minhas anotações, porque física tinha que ser tão difícil, e porque diabos eu tinha que aprender aquilo, para que isso me serviria? No que eu usaria na minha vida. Aff!! pelo menos a física me distraia de pensar na mensagem que meu primo deixou.

– E ai priminha, lembra do nosso primeiro beijo? Quando que vou poder ter um bis, só que com um plus a mais.– Nós não terremos um segundo beijo priminho.
– Ah, teremos terceiros, quartos ... infinitos beijos ainda.– Sonhar é bom e não custa nada.
– Ah, mas não é sonho você vai vir a mim, e vai pedir se não pedir quer apostar quanto que não vai resistir quando eu chegar mais perto de você.


Não voltei a responder, porém não consegui pensar em outra coisa a não ser nos lábios carnudos e convidativos de Ethan.

Pensamentos ...

Estou prestes a terminar o ensino médio, e logo vou poder iniciar meus novos estudos. Não vejo a hora de sair da casa dos meus pais, ter o meu canto, me especializar algo, começar a ter uma vida mais independente. Porém ainda sou aquela garota esquecida, desajeitada e que não encontra um lugar para se encaixar. 

E foi num dia desses de esquecimento que minha vida deu o primeiro passo para liberdade, para felicidade que nunca pensei que encontraria.

Um dia qualquer...

Como eu consigo ser sempre tão esquecida, em outras palavras 'tapada mesmo'. Imaginem uma pessoa perdida, que mesmo tomando cuidado peguei a toalha, me sequei, enrolei ela no meu corpo e sai do banho, fui para o quarto peguei meu creme e apliquei no meu cabelo, porém quando estava fazendo a aplicação minha toalha caiu, e quando fui pega-la avistei um garoto dentro de um carro me observando, saltei para o chão e me escondi no chão puxei a toalha com o pé e peguei, me enrolei novamente, mas para minha surpresa o garoto que estava a me espiar na janela entra no meu quarto.

– Uau priminha, você cresceu heim...

Fiquei ali boquiaberta não havia reconhecido o garoto, não lembrava de Ethan, quando foi que ele ficou tão grande, e aqueles músculos, se ele pensava que eu havia crescido o que poderia dizer dele.

– Ethan, saia do meu quarto agora.

Ele se aproxima, se agacha pega meu queixo e lentamente vai se aproximando do meu rosto, passa o dedos sob meus lábios, o que me causa um arrepio, daqueles que vão do dedinho do pé ao último fio de cabelo. Sem querer fecho meus olhos, aquele pequeno toque me envolveu como veludo, imagine como seria tocar nos lábios dele. Ei garota tire esse pensamento da sua cabeça ele é o Ethan, o Ethan ... Abri meus olhos e encontrei os dele, aquele azul como o céu me encheu a alma, suspirei e tentei afasta-lo, ele então se afastou alguns centímetros para que pudesse enxergar aquele sorriso lindo que sempre esteve em meus sonhos. Novamente dei um tapa na minha consciência, para que ela se aquietasse, mas não era só ela que criava desejos a respeito de Ethan, meu corpo pedia o dele, como se Ethan fosse a água e eu o rio que secou. Empurrei-o novamente,

– Sai Ethan, você esta me sufocando e eu preciso me mudar.
– Porque  penso que sua boca diz uma coisa e seu corpo diz outra Melody.

Ouvir meu nome saindo da sua boca, me deixou ofegante, não pensei nas minhas roupas, não pensei em meus pais, não pensei em nada. Em vez de empurrar ele do me caminho, puxei-o com força, colei meu corpo no seu, e então o beijei. Ethan de início tomou um susto ele, não esperava minha reação, não pensava que tomaria aquela atitude, porém ele havia mexido nas brasas e as transformado em uma fogueira, agora ele teria que lidar com ela.

– Você não imagina o tempo que esperei para te-la nos meus braços Melody.
– E agora que têm, o que você vai fazer comigo Ethan?


P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

domingo, 8 de novembro de 2015

Conto: Desejos Contidos


Elly recebe uma ligação, é Gael seu melhor amigo. Ela atende, pega sua mochila de primeiros socorros, e saiu correndo desesperada rumo a montanha.

Onde você está, faz um sinal, de um grito, mas faça algo. Essa situação já esta me deixando apavorada. Você esta bem, me diga que esta bem.

-Elly, respira fundo.
_ Que respira fundo, você sabe o quando eu tenho medo de escuro. Gael o que foi isso, foi o que eu escutei bem, você esta rindo da minha cara é.
_Você é muito fofa sabia.
_Como você pode pensar nisso nessa situação. Ah eu quero bater em você.

Meus olhos estavam procurando por todos os cantos, procurando pela escadaria, porém não enxergava nada, o que estava me deixando mais assustada do que já estava. Continuei subindo, subindo a cada novo passo minha respiração ficava mais pesada, não escutava mais nada a não ser a voz de Gael pelo telefone.

Olhei para direita e nada, na esquerda também não havia nada, então der repente mais a frente na minha diagonal, uma luz fraca iluminava a escuridão dentro da floresta.

_Gael,porque você se enfiou na floresta. Ilumine a sua frente para que eu possa te encontrar.
_Ok.

Caminhei por mais um tempo e encontrei Gael caído no chão, com um sorriso no rosto. Nesse momento eu sentei uns bons tapas nele.

-Como você pode fazer isso me deixar nessa preocupação, estar rindo. Quero muito deixar você ai.
-Elly desculpa, eu encontrei algo que queria te dar, por isso entrei na floresta, mas acabei me afobando e torci o pé.

Agachei, coloquei minha mochila no chão, peguei sua perna machucada, conferi os arranhões tirei seu tênis o que causou um palavrão abafado, limpei os arranhões com água oxigenada, coloquei alguns emplasto no seu tornozelo então enfaixei seu pé. Acabado, sentei no chão coloquei a cabeça as pernas e suspirei alto, reclamando da aventura de Gael.

_Você esta com muita raiva de mim. Elly ...

Levantei minha cabeça e o encarei, havia pequenas arranhões no seu rosto. Minha raiva era por ele ter se arriscado para me agradar, estava me sentindo a culpa dos seus machucados, como se estivesse com as mãos atadas e não podia fazer nada, a não ser ficar observando ele se machucar cada vez mais por minha culpa.
_Vamos Gael, precisamos ir checar esse tornozelo, ele está muito inchado, você provavelmente tirou ele do lugar. Vamos antes que escureça mais ainda.

Nesse momento, Gael se aproximou pegou meu braço e me puxou na sua direção deixando-nos com os rostos colados. Me assustei e me afastei, porém ele voltou a me puxar para perto, fiquei com a respiração presa, não conseguia respirar, estávamos próximos demais, e aqueles olhos escuros, estavam acelerando meu coração e me fazendo suar. Ele foi se aproximando mais, porém fui mais rápido levantei num pulo bati as mãos nas calças, estendi minha mão na sua direção e o convidei para voltarmos para casa.
Com um pouco de esforço consegui ajudar Gael se levantar, mas não espera que ele seria mais rápido que eu. Assim que ele ficou de pé, me empurra colando minhas costas num pinheiro, ele apoio a perna machucada e com a outra ele me pressionou, com sua boca na minha orelha, ele sussurrou.

_Até quando você vai resistir.

Não disse nada, fiquei calada, olhando para baixo, esperando que ele dissentisse, porém ele pegou meu queixo e levantou lentamente, deixando meu lábios na altura dos seus. com o coração acelerado, não consegui pensar em mais a não naqueles lábios que pediam para ser beijados, então eu os beijei. Beijei com uma fome, da qual eu não pensei que havia em mim, beijei com uma ânsia, com saudade, com desespero. O Beijo só acabou quando ambos, precisaram retomar o folego que foi consumido por aquele beijo.
Ficamos ali nos olhando por algum tempo, nossa respiração era mais alta que os sons da floresta, que foi interrompida por Gael.

_Eu não sabia que você guardava tanto desejo assim por mim. Quer saber Elly, eu torceria meu pé inúmeras vezes, se você prometer que de recompensa eu ganharia mais desses beijos.
Para de falar besteira, você não precisa torcer o pé pra isso.
_ Ah, não preciso, é só querer beija-la que conseguirei. Se soubesse que fosse tão fácil assim, tinha feito antes.
_Também não é isso.

Gael, não deixou com que terminasse de falar, puxou-me para mais perto, e beijou-me novamente, seus lábios tinham a mesma fome que a minha, sua respiração acompanhava a minha. Seus lábios desceram pelo canto da minha boca, trançando beijos pela minha mandíbula, descendo pelo meu pescoço, enquanto suas mãos subiam pela minha coluna lentamente deixando me louca. Não pensei, não queria saber de nada, de certo de errado, só queria continuar aquele beijo, só queria que aquelas mãos tocassem todo meu corpo. Desci minhas mãos pelo seu peito, tracei linhas nas suas costas, e lentamente desci a mão para o cós da sua calça, porém Gael segurou minha mão e não deixou avançar. Ele pegou minha mão colocou em seu peito, beijou meu pescoço avançando lentamente até meus lábios, parou seus beijos e me encarou.

_ Aqui não é lugar pra isso Elly, vamos, você merece uma cama macia cheia de petá-las de rosas e não encostada nesse tronco áspero.,



P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Crônica - DIA 1 {Não espero mais nada}



Não espero mais nada


Depois de 24 horas …

Quando dei por mim estava só, acabada, fragilizada. Não enxergava nada há minha frente, também não queria ver nada. Para que ver, se meu chão foi tirado de mim, o que queria era continuar caindo, caindo.

Fiquei deitada o dia todo, não comi, não fiz nada. Não quis e não quero escutar ninguém ainda. Sei que eles estão preocupados, como sei que eles querem que desabafe coloque para fora toda essa angustia que estou vivendo, todo esse desespero, esse mau que esta dentro de mim consumindo todo meu ser, tudo que fui e que um dia eu podia ser. Ah *suspiro* quem na minha situação estaria preparado para colocar para fora tudo que te envergonha e que te deixa mais rebaixada do que você já esta. Quem, me diga quem gostaria de estar nesse papel?

Depois de 48 horas …

Meus olhos ardiam, não sabia dizer se eram pelas horas em que não dormi, ou pelas que não consegui parar de chorar. Abri-os lentamente, vi raios de sol entrando pela minha janela, então comecei a me mexer, porém cada pedacinho do meu corpo doía tanto, a cada lento movimento eram como se mil facas me assolassem. Respirei, uma duas vezes e me pus de pé, caminhei até o banheiro lavei meu rosto e me olhei no espelho. Aquela garota não podia ser eu, não consegui me ver mais naquela imagem. Seus olhos estavam vazios, suas olheiras estavam gigantes, a pele estava seca, seus lábios estavam descascados. A garota do espelho não era eu, aquela garota parecia com a casca de um inseto, ela parecia que alguém sem alma. Aquela não podia ser eu, mas era.

Depois de horas horas e horas …

Vou dar um basta nesse sofrimento, eu preciso dar, por mais que a dor esteja me assolando não deixarei esses sentimentos ruins, e todo o mal que você me fez me destruir. Não serei destruída por você. Não espere por mim, eu não esperarei mais por você. Não serei mais a tola a quem você vai se gabar por ter iludido esse tempo todo, não serei mais a tola que tinha fé inabalável em você. Sempre deixei que você fosse livre, mas você nunca enxergou que eu lhe dei todos os ventos para voar, no fim de tudo descobri que o animal preso na gaiola não era você era eu.

Por isso espere sim … Espere para me ver voar!!


P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Conto: Caminho das Lágrimas

Sinopse: Caminho das lágrimas, é uma crônica que criei para uma das cadeiras da faculdade. Nela tento me inserir na tribo Sioux, tendo enxergar os olhos de Touro Sentado como foi o último passo para a conquista do oeste.



Caminho das lágrimas 


O que venho a lhes contar é sobre uma tarde a margem do rio Little Big Horn. 


Quando eu era Tantanka Iyotaka, o Touro Sentado do sudoeste de Dakota aconteceu-me uma aventura mágica. Morava nas terras ao redor do rio Grand, lugar de belíssimo ser. Onde o lobo é o professor e a águia a detentora de novos caminhos. 

Neste dia, Wakan Tanka apareceu na forma de um lobo branco. Enquanto esculpia sua flauta, o grande espírito veio e me contou sobre a benevolência e a crueldade. Após os ensinamentos, voltei a minha tribo e lhes contei tudo. 

Mas foi numa manhã fria e inóspita que usei de todo aquele ensinamento. Ali a beira do rio, estava um dos homens do general George Armstrong Custer. O soldado assustado, como um furacão tentou fugir, porém foi parado pelo meu grande amigo de quatro patas. E ali ele ficou medindo cada movimento que eu fazia. Como não falei nada, ele logo se cansou. 

─ O que queres de mim? 
─ Nada. 
─ Então por que não me deixa ir? 
─ Não estou lhe impedindo, você é livre pra ir onde desejar. 

O soldado ficou ali pensativo, com os olhos fixos em mim. Depois de um tempo, ele suspira, larga o rifle no chão e vem em minha direção. 

─ Pensei que o grande líder Touro Sentado não pouparia nenhuma alma. 
─ Você teme por sermos selvagens, mas a crueldade não vem do meu povo. 
─ Como você fala que não são cruéis quando há guerras entre vocês? 
─ Não confunda luta pela sobrevivência com crueldade. Vocês lutam pelo que? 

Dispus a pele de bisão que carregava comigo e o convidei a sentar. Relutante o soldado ficou ali pensativo. Olhou para o chão e então sentou a minha frente. Enquanto o vento brincava com as folhas dos Sungold e o rio cantava sua melodia, levei à aquela alma os ensinamentos do meu povo, os ensinamentos de Búfalo Branco. 
Após minha tentativa de ensiná-lo a ver com o coração do Grande Espírito, pedi-lhe então: 

─ Haverá um momento, que você retornará a mim. Nesse momento peço que venha como um amigo, e não se esqueça do meu pedido: quando a minha hora chegar, enterre meu coração na curva do rio. 
─Você não tem medo da morte? 
─ O medo não é uma coisa concreta, está no seu coração. Nunca se esqueça de escutá-lo. É melhor escutar o que ele diz para que não venha a se surpreender. 
─ Porém, por que me pedes tal feito sabendo que sou seu inimigo? 
─ Você é meu inimigo, por não se despir de suas fraquezas, não querer abandonar o material e correr para os braços da Grande Mãe. Homens como você nunca entenderão o porquê escolho a curva do rio e a sua sinuosa e silenciosa corrente para ser o meu repouso. 

Encerramos nossa conversa, o sol já estava se despedindo e a lua começava a sorrir para o véu da noite. Peguei minha pele de bisão e dei adeus ao soldado, ao dia e ao futuro. 

E logo mais adiante, os caras pálidas confirmaram as palavras do Grande Espírito, e o que eu não desejava aos meus irmãos. 

Toda história prevista por Wakan Tanka findou naquele 29 de dezembro de 1890, em Wounded Knee. Esta foi a pedra final. Era assim, como a melodia de um velho canto do oeste, que meu povo encontrou a linha do destino e as asas da vida. 


P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Crônica: Casa Vazia


Sinopse: July, esperava de braços abertos Ryan. Mas a neve começa a cair, com um aviso "Até quando você suporta o frio que deixarei, em seus ossos". 
Casa Vazia, é um pequeno conto, em que tento colocar, no papel uma desilusão amorosa, e a esperança, de nunca desistir. 




Crônicas de July - Primeiro Dia 


Casa Vazia


Sentada, em frente a minha janela acompanhando o anoitecer, volto para as linhas da história que estou lendo. O livro escolhido da vez é Espera, da autora Maggie Stiefvater, que conscientemente combina com o clima ao meu redor. A história me aquece, me deixa a sonhar com a minha história, com alguém como Sam. Me deixa a pensar, se Nathan será meu Sam. Leio, mais um capítulo, e ao começar o próximo, o telefone, na mesa anuncia, uma nova mensagem.

"July. Preciso encontrar com você, urgentemente. Não me deixe a te esperar. Você sabe onde me esperar!”.

Assim que termino de ler a mensagem, pulo da poltrona, troco meu pijama de gatinhos, por uma causa jeans, um moletom do Mickey Mouse. Calço meu coturno, pego meu casaco, e respondo sua mensagem.

"Nathan. Não vou demorar. Me espere que logo te alcançarei”.

Desço as escadas, cantarolando Open Arms da banda Journey. Pego a lanterna e as chaves, da mesinha, e início a caminhada pelo parque Yosemite, rumo ao nosso lugar especial. Agora você deve estar se perguntando, o quanto devo estar confusa, ou louca por morar dentro de um parque. Mas, é isso mesmo. Eu moro em Yosemite. Se você procurar por casas no parque vai reconhecer a minha rapidinho, pois ela é aquela casa laranja e marrom toda de madeira, que tenta se esconder entre os pinheiros, porém não consegue.

Continuo, caminhando, e enfim avisto o pinheiro que indica a entrada para o vale. Mais alguns passos, e começo a enxergar o lago, e os campos verdes que ficam em frente as três grandes pedras. Caminho até encontrar, a nossa árvore. Aquela que trouxe Nathan para minha vida, aquela que representa o presente que a primavera me deu.

Depois de uma hora…

Fiquei a sua espera, porém o tempo passou acumulando mais e mais neve em meus pés. Minha única companhia é esse vento frio, que ao me tocar, me assola ao tentar me aquecer. Aonde estás, por quê, me deixaste a esta espera infinita.

O telefone toca. Procuro no bolso do meu casaco, é ele. Meus dedos, congelados não conseguem desbloquea-lo, e acabo deixando o telefone, cair.

Droga! Porque essas coisas só acontecem comigo. Pego-o, em vão. Não há mais nenhuma ligação, porém uma insistente carta, fica a piscar do lado esquerdo da tela. Clico no ícone de mensagem, e começo a ler.

"Queria ter coragem, para lhe enfrentar. Porém não consigo olhar nos seus olhos, não consigo me portar na sua frente. Não posso mais fazer isso com você.. Você não merece a pessoa que sou. Eu polui todo sentimento que, dispôs a mim. E destruí cada pedacinho de sentimento, por puro prazer. July. não posso ser a pessoa que espera. Desculpe, mas nunca amei você!"

Eu que pensei, que não me encontraria novamente nessa situação, em que meus sentimentos não seriam nem ao menos, uma estrada de risos. Estou cercada de branco e lágrimas congeladas, pela insistente neve, que não quer parar de cair.

Seguro-o com forças, e incio minha caminhada, lenta e assustada. Contando cada passo, acreditando, que mais a frente eu encontrarei aquele que não soltara mais minha mão.




P.s: Resolvi me arriscar publicando, as coisas que escrevo. Também estar aqui dividindo com vocês meus textos, é a minha oportunidade de escrever mais. Essa Fanfic é criação minha. Por favor respeito os direitos autorais dela.

P.s.s: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

sábado, 27 de junho de 2015

Conto: Uma Noite Sem Luar


Sinopse: Peinne Volk um garoto misterioso, é sequestrado, que fara de tudo para escapar da armadilha que o puseram. Na sua corrida pela sobrevivência encontra uma garota em farrapos e assustada. Ela é Hanna, que adentra na sua vida, para mudar, e fazê-lo desobedecer as regras.

Glossário 

1-Dry-eyed : Um dos nomes para se referir a lobisomem. 
2- Wolfsbane: É descrita como possuidora de poderes sobrenaturais para afastar lobisomens, e como importante ingrediente de feitiços de bruxas. Além disso, segundo algumas culturas, Aconitum pode prolongar o estado de transformação das feras, e até induzir essa transformação se estiver aquecida. 
3-Incubus: É um demônio na forma masculina que se encontra com mulheres dormindo, a fim de ter uma relação sexual com elas. O íncubo drena a energia da mulher para se alimentar, e na maioria das vezes deixa-a viva, mas em condições muito frágeis. A versão feminina desse demônio é chamada de súcubo.



Uma Noite Sem Luar



— Que dor de cabeça! – exclamou Peinne.

Peinne Volk, não sabia como e porque se encontrava naquele barraco, ninguém na cidade sabia da existência dos Dry-eyed ¹, não teria como terem descoberto sobre sua identidade. Peinne tomava todo o cuidado quando precisava transformar-se.

O silêncio mortal o deixava maluco, sua cabeça latejava, mas ele procurou repassar cada acontecimento daquela noite, perguntando-se o que fizera de errado e como se encontrava.

Peinne procurou verificar o interior do que parecia ser uma cabana. A pouca luz dificultou seu avanço, mas ele não desistiu facilmente, revisou cada canto a procura de uma saída. Encontrou uma porta, esta tão bem trancada, e usou sua força de Dry-eyed que acabou sendo inútil; o cansaço e a dor que sentia o impedira de arrebentá-la. Com a pouca força que ainda lhe restava, Peinne continuou sua procura, desta vez por uma janela, ou algo que o ajudasse a destrancar a saída.

Tropeçara, repetidamente, em sacos que exalavam o odor de wolfsbane². Pensativo continuou tateando o escuro, contudo acabara resvalando em algo úmido e cairá com intensidade no chão. Tão pouco fora a sorte dele que batera a cabeça e perdera a consciência.

Peinne ouviu ruídos abafados de passos próximos. A cabana onde fora jogado permanecia escura, tão escura que mesmo com sua visão de Dry-eyed nada conseguia ver. Ou, talvez, fossem as consequências dos machucados e da nova pancada que levara ao cair. Percebendo que sua visão não ajudaria; fechou os olhos e concentrou-se nos outros sentidos. O lugar tinha cheiro de ferrugem, lama, wolfsbane e algo doce que não soube identificar. Escutou os passos se aproximarem cada vez mais, o medo tomava sua mente, e sem forças para lutar, fingiu que ainda estava desmaiado.

Peinne não sabia quem era, e nem o porquê o atacara, apenas conseguiu distinguir que se tratava de um homem; este com um cheiro diferente dos outros. Sabia que o cheiro representava perigo, definitivamente o estranho ser estava determinado a matá-lo.

Sozinho, novamente, retomou sua busca. Na péssima visão tropeçara em uma cama e tateou a escuridão até encontrar a parede. Sua procura, porém, continuou pelos instantes que antecediam o momento que encontrou a janela. Tentou abri-la, sem sucesso. Ainda sim, o homem-lobo não desistiu, encontraria uma maneira de sair. Poderia quebrá-la, mas o medo que o som despertasse seu sequestrador, deixara-o hesitante. Hesitante? Sua sorte poderia tê-lo abandonado, de fato, mas sua coragem estava lá e esta não queria sucumbir a tal problema que, talvez, acarretasse em sua morte.

— Vou sobreviver! – exclamou Peinne. O desespero que sentia manifestou-se na sua voz sutilmente. Desistir não era do seu feitio! Respirou fundo, concentrou-se e se atirou contra a janela. O estardalhaço eclodiu na escuridão.

Peinne corria tanto que não sentia mais suas pernas. O grito que escutou quando adentrou a floresta o fez correr sem pensar, e o medo o acompanhara por todo caminho. Esta sensação intensificou-se quando ele alcançou a clareira. Ali se encontrava uma garota. Tão suja. Tão assustada. Sentiu o medo que ela exalava nos olhos trepidantes, e tentou mostrar a ela que não a machucaria, que como ela também estava assustado.

— Ei quem é você, o que você faz aqui? — Peinne perguntou ofegante.

— Ah.. Eu, Hanna... — ela sussurrou.

— Não vou machucar você. - Hanna permaneceu calada. Observava ao redor na busca de uma brecha pra fugir; estava desconfiada. Queria apenas fugir, fugir.

— Eu também estou fugindo, só quero te ajudar, só... — antes mesmo de Peinne terminar a frase, a garota começou a correr, desesperadamente. Ele entendeu o porquê da garota estar tão apavorada: ela deveria estar fugindo como ele, mas o que ela poderia ter passado nas mãos do seu sequestrador, ele não tinha como imaginar. Peinne não lembrara como viera a parar na cabana, tampouco o porquê de ser pego. Querendo proteger a garota, ele decidiu segui-la. Se era instinto de proteção, ele não sabia, mas sentia uma vontade desconhecida de alcançá-la. Um desejo... a ser saciado.

Hanna sentiu o estômago revirar e o coração saltar pela garganta; corria tanto, que sentia quase desmoronar.

Peinne continuava a segui-la. Novamente tentara puxá-la, com êxito, o que acabara a desequilibrando e fazendo-a cair desajeitada no chão. A garota bateu a cabeça no processo e o resultado disso fora a rápida inconsciência. O sangue verteu da ferida aberta. Peinne tirou sua camisa, em farrapos, e tentou estancar o corte. Era profundo; a pressão que fazia não era suficiente. Todavia, ele sabia que sua saliva a curaria, mas haviam consequências: isso deixaria ainda mais exposto ao caçador. Dane-se as consequências, pensou e trouxe a garota para perto de seu peito — a ponto de encaixá-la em seu colo. Arrepiou-se internamente, encarava-a com o desejo animal que ia do ávido ao sexual. Resistiu às sensações e retornou a atenção para Hanna. Afastou uma mecha de cabelo a ponto de revelar o corte e, então, escorou-a com cuidado no tronco de uma árvore. Logo, transformou-se em um Dry-eyed. Controlou a fera ao máximo quando se aproximou para lamber o ferimento, livrando-o de qualquer infecção. Restara somente uma linha prateada.

Gritos estridentes ecoaram floresta adentro, aproximavam-se. A adrenalina cercou o lobo, forçando-o a retornar a sua forma anterior para agarrar a garota e fugir velozmente. Seus sentidos não estavam os mesmos, sequer havia percebido que, enfim, estava longe da mata. Peinne soltava lufadas de ar e absorvia outras, era uma forma de relaxar a si próprio.

Assim que retomou o ar, procurou por um lugar seguro para deixar Hanna. Ainda desacordada em seus braços, encostara nas grandes raízes da bétula. E antes de partir, checou a respiração dela uma duas, três vezes. Com tudo no seu devido lugar, transforma-se e desaparece na floresta.

Hanna tivera pesadelos à noite inteira. Acordou ofegante, assustada, como se o Incubus do seu sonho estivesse lá, observando-a; procurou tirar as imagens da sua mente, esquecer aquela presença; enfim, voltara a dormir; dessa vez tivera sonhos, mas todos malucos e sem sentido. Voltou a dormir e, novamente acordou, mais tarde do que pensava. Assim, em um pulo, olhou as horas e só então lembrou que estava atrasada para a visita diária que fazia a biblioteca. Saltou da cama, tomou uma chuveirada, vestiu a primeira roupa que via pela frente, pegou um pedaço de sanduíche de peru na geladeira e um café na cafeteira.

Com mochila nas costas, correu para parada e esperou o transporte para Tennessee. Assim que o ônibus encostou, sentiu novamente aquela presença medonha, procurou esquecer que alguém a espreitava. Estava ficando maluca? Ou os livros realmente estavam interferindo na sua imaginação? Não teria como alguém estar a seguindo, não existe vampiros, lobos como nas histórias; eles são apenas criações, não são reais.

Desde então, Peinne não conseguiu esquecer o gosto de Hanna. A procura de explicações sobre o que aconteceu, de como ele foi parar naquela cabana, e nenhum caminho levava para verdade, apenas pra mais um enigma. O desejo desenfreado de sentir o calor do corpo de Hanna o estava deixando maluco; passava os dias atrás de pistas atrás dela, observando-a a cada passo. Toda manhã transforma-se em Dry-eyede a seguia — isso quando ela não usava o transporte. Fitava Hanna na calçada do outro lado da rua, escondido entre as sombras da floresta. Já cansado da procura do misterioso sequestrador, Peinne resolve passar um tempo na biblioteca (era uma de suas paixões e fuga da vida perigosa, a qual cedo ou tarde batia na porta dos Dry-eyed). Assim que entra na ambiente abarrotado por livros, ele reconhece o cheiro da garota; esta que é dona dos seus pensamento e sonhos, e que tem consumido todo o seu tempo. Não querendo assustá-la, e com medo que ela o reconhecesse da floresta, ele segue na direção do balcão.

— Quem é a garota que está sentada no chão? — perguntou Peinne.

— Não sei quem é ela, é nova por aqui. O que posso te dizer, Peinne, é que ela sempre aparece por esse horário e fica o tempo todo sozinha, fica lendo e fazendo anotações, depois vai embora sem levar sequer um livro. – exclamou Jared.

Alguma coisa devia estar errada com Peinne: como que ele nunca sentiu o cheiro da garota antes? A maioria do tempo ele passava na biblioteca... Como pode não a ter reconhecido e somente agora ele tenha sentindo seu cheiro?

— Então você não a conhece? O que ela vê fazer aqui, estudar ou passar o tempo?

— Você parece muito interessado nesta garota... Bom, sobre o que me perguntou, é fácil saber, ela está sempre na coluna de lendas celtas, fabulas contos. O que me faz pensar que ela deve gostar muito de lendas. Você não a vê em outro lugar a não ser naquela coluna.

Depois de mais uma cansativa procura, Hanna encontrara mais artigos sobre os Dry-eyed . Arrumou tudo em seus respectivos lugares e agarrou algumas anotações. No instante em que saíra da coluna, seus olhos se cruzaram com os de Peinne; o garoto da floresta que ela tanto tem sonhado — e também o motivo de sua pesquisa. A surpresa a deixara imóvel e sem reação, tentara desviar os olhos dele, mas a tentativa fora em vão.

Peinne moveu-se na direção dela. Era a chance perfeita de falar com ela e descobrir o que aconteceu na floresta. Hanna não esperou, pegou suas coisas e correu para a porta. Ele disfarça com livros ao sentar-se em uma das cadeiras enquanto espera que ela desapareça o se campo de visão; espera um tempo, espreita os demais, e sai com a intuição de segui-la. Poderia não a enxergar nas ruas, mas o rasto do aroma dela estava ar, as coisas seriam mais fácies para ele.

Perdida em pensamentos, ela sentiu um repentino toque no ombro. Virou depressa e, consequentemente, deparou-se com o rapaz que dominava os seus pensamentos.

— Oi. — dissera Peinne.

— ...Olá. — Hanna respondeu timidamente. Ela não sabia o que dizer, sentia o constrangimento do tomar sua expressão. ...Desejo?

— Desculpe, mas ainda não me apresentei: sou Peinne. — ele esticou o braço para cumprimentá-la. No ato do toque, ele sentiu um arrepio que subiu por sua espinha. Tão intenso, tão avassalador, que o lobo adormecido em seu interior poderia saltar faminto a ponto de devorá-la.

— Eu sei. Você é o garoto da floresta. Você é um dos que me perseguem. — Hanna desprendeu-se do seu olhar e manteve os olhos nos seus calcanhares. Absorta em pensamentos.

Neste momento, Peinne aproximou-se mais e murmurou:

— Você sabe que eu não a machucaria. Eu me arisquei para mantê-la viva. Você não pode

simplesmente mentir e pensar que eu acreditei nas suas palavras.

— Foi você que me tirou daquela floresta — Hanna relaxou. — Desculpe, não sei em quem acreditar, no que acreditar! Meu mundo virou totalmente de ponta cabeça. Mesmo tendo receio, sinto que posso confiar em você, sei que me protegerá, mas isso ainda não significa e nem explica o porquê devo. O que estou tentando dizer é que quero dar uma chance a você para me explicar tudo o que ainda não sei, ou confirmar o que sei, mas isso vai depender de você falar a verdade.

— Não tenho motivo para contar mentiras a você. Vou te explicar tudo, mas você terá que confiar em mim. — Peinne segurava a mão de Hanna o que tornou mais fácil puxá-la na direção da

—O que está fazendo? Não quero voltar lá!

— Não tenha medo. Agora lá é mais seguro que aqui. Confie em mim.

— O pior de tudo é que... eu confio.

Hanna olhava para os quatro cantos da floresta a cada instante, mesmo sentindo segura ao lado de Peinne, não significava que não sentia mais medo. Ele estava ali entranhado, abafado, esperando o momento certo para eclodir. Peinne havia a conduzido para uma direção irreconhecível por Hanna o que a deixou inquieta.

— Que lugar é este? Nunca tinha vindo aqui antes.

— Poucos conhecem o caminho, quero dizer somente eu conheço esse lugar. Bom, na verdade, agora somos dois.

— Ele é lindo. — ali havia uma pequena choupana, ao lado um lago com água cristalina que se ligava a um lindo jardim repleto de flores silvestre. A imagem parecida ter saído de um conto de

— Que bom que você gostou... Então esta é minha casa. 

— Então foi por isso que não encontrei seu endereço em nenhum lugar! — assim que Hanna se tocara do que havia falado, repreendeu-se. Ela não devia contar que passara dias perseguindo, procurando-o.

— Hanna! Eu posso sentir seus desejos e angústias. Sei quando você mente, ou se repreende como está fazendo agora. Você está atrás de respostas e, consequentemente, elas estão ligadas a mim também, o que nos deixa em um monólogo. Você quer saber mais sobre mim, e eu sobre você.

Ambos queremos procuramos entender o que aconteceu naquela noite, então pare de se reprimir, não hesite mais.

— Eu sei o que você é. Eu sei quem nos sequestrou... Não sei o que ele queria com você, mas comigo ele deixou claro. O homem demônio disse que queria usar de meu quarto até enjoar depois me mataria, para que assim não possa entregá-lo. Não entendi como ele pensava que iria fazer isso! Como se fosse simples chegar a uma delegacia e fazer um registro contra um Incubus³.

— Um Incubus? Isso é estranho nunca soube de nenhum demônio sequestrando lobisomens, isso me soa estranho demais, mas isso eu resolvo depois. A questão somos nós, o que ele desejava de ambos.

— Não sei. Perguntas? Não é o que eu desejava, e sim o que mais queria naquele momento era escapar dali. Foi o que fiz e, logo, você me encontrou na floresta. Depois o que fiz foi me esconder, pesquisar sobre o que você podia fazer. Na verdade, queria confirmar que você era realmente um lobisomem como o Incubus havia dito, e também queria entender essa loucura toda. 

— Entendo. O que mais queria naquele momento era fugir também. Hanna... Tentarei lhe proteger. Não posso garantir nada em relação ao meu lado lobo, mas o homem deseja mate-lá viva.

Ouvir Peinne fez o desejo que Hanna sentia por ele se tornar intenso. Ao confirmar o que desconfiava, e ao ter certeza que fora ele que a manteve viva, ela desejou se entregar ali mesmo, sem se importar que não estivesse em uma cama. O medo que ainda sentia por ele não a abandonou, o desejo, porém, estava a falar mais alto.

Hanna começou a se virar no momento em que ele se aproximou de suas costas. O encontrão dos dois a comprimiu contra o corpo musculoso de Peinne, e ela se apoiou com as palmas das mãos nele. A respiração quente de Peinne quase lhe feria a orelha.

Ele apertou o corpo contra o dela, desejando que os dois unissem em um só. Não aguentando mais de desejo, num misto de excitação e frustração, ele chegou mais perto e sussurrou no ouvido:

— Se você continuar não a deixará sair mais até que esteja saciado. Seria agora ou nunca. Seria encarar o lobo ou aquele lindo homem que a desejava tanto quando ela. Hanna sabia que o prazer de ambos não lhe seria negado.

— Sim. Continuarei. — ela o agarrou firmemente, puxou seu quadril. O Brim macio escorregou-lhe pelas pernas. — Não serei capaz de negar... — Hanna disse, o que fizera Peinne a puxar mais firme. Ela o agarrou pelos cabelos e apertou sua cabeça enquanto ele lhe lambia os seios. Peinne sentiu um arrepio quando as unhas dela lhe aranharam a cabeça. Ela lhe mordiscou o mamilo, fazendo com que ele mordesse o lábio de prazer. Ele a deitou sobre a relva sem cessar as caricias.

Não aguentando, Peinne reclinou-se sobre o corpo de Hanna e introduziu completamente. — Mais rápido... — ela gritou, ele obedeceu. Movimentou-se dentro dela, arquejando e gemendo, intensificando o ritmo. Lobo ou homem ela não sabia, não importava quem ele fosse, era Peinne, um homem que sobre o qual ela mal conhecia, mas sabia que podia confiar, e de quem ela precisava mais do que podia imaginar. 

Eles atingiram o clímax juntos. O gemido no ouvido dela era o de um homem, não o de um animal. O corpo de Peinne se contraiu, e Hanna sentiu a mão relaxar.

— Parece que você foi feita pra mim. — ele a abraçou pelo ombro e a encostou no seu corpo ainda ofegante. Percebera então que havia exagerado: no ventre dela encontravam-se três aranhões que romperam a pele do mesmo.

— Hanna, eu não tive a intenção de feri-la.

— Eu sei. Não sei explicar, mas eu confio em você, Peinne.

— Você nunca deveria acreditar em mim como lobo, não consigo me controlar, quando

começo a me transformar. Prometa que se eu chegar tão perto outra vez, você irá fugir. — ela o beijou com intensidade, mas logo se desprendeu do beijo para sussurrar em seu ouvido:

— Pode parecer loucura, Peinne, mas eu amo você.

— Também amo você Hanna.

Peinne frequentemente sonhava que estava acordando, de uma forma que era... maravilhosa, doce. Estar ali vivenciando o momento era muito mais maravilhoso do que ele imaginava. A cabeça de Hanna repousava sobre seu abdômen, ela exalava um cheiro de menta, jasmim e terra. Estranho perfume, mas de alguma forma provocante, que o deixava excitado.

— Hanna? – Peinne a chamou.

— Estou louca por uma cama de verdade — ela disse ao sentar. Peinne imediatamente a puxou e a encaixou contra o corpo. — Isto aqui não é nenhum pouco confortável.

— Dane-se o conforto. Você está inteira. Isto é tudo o que importa! O lobo não a matou. — Hanna inclinou-se depositando um beijo em seus lábios. Neste momento lembrou-se das feridas. Por que a dor havia cessado? Puxando a camiseta devagar, deparou-se com três linhas prateadas tão finas.

—O que você fez?

— Eu a curei. Você é muito preciosa, nem mesmo meu lado lobo fará com que esqueça isso. Não posso perdê-la.


P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

quinta-feira, 16 de abril de 2015



Este blog é uma das ramificações do blog principal 'Day by Day, que é onde mantenho minhas postagens, com opiniões sobre o que li sejam quadrinhos os livros, como também opiniões sobre o que assisti ... filmes, doramas etc. Já este blog o "Histórias de Biblioteca", esta voltado a postagens do que escrevo (contos, crônicas...), como também das minhas histórias enquanto faço meu estágio na biblioteca de minha cidade.


Para conferir resenhas de Doramas, acesse o Day By Day, blog voltado apenas para minhas opiniões do que vi e do que assisti.


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"Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo!
Eu creio em Deus! Deus é um absurdo!
Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta."
(Mario Quintana